Testemunhas confirmaram à Polícia que Rodrigo Melo de Miranda Penha estaria bêbado no momento em que atropelou e matou o Guarda Municipal Vandeli Basílio na madrugada do dia 24 de agosto.

De acordo com membros da equipe que atenderam a ocorrência, o Guarda estava em sua motocicleta quando colidiu com um veículo, que vinha na direção contrária. O motorista do carro fugiu a pé do local sem prestar socorro. A parte frontal do veículo ficou completamente destruída. O Guarda ainda teve atendimento por uma ambulância de outra cidade que passou pelo local logo após a ocorrência, mas não resistiu à colisão e morreu ainda no local.

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Rodrigo era o motorista no momento do acidente (Foto: Reprodução/Redes Sociais).

Rodrigo se entregou dias depois à Polícia e afirmou que Não se lembrava do dia do acidente. Ao Diário de Ribeirão Pires, o advogado do autor, Aggeu da Silva Faria, afirmou que seu cliente não tinha ingerido bebida alcoólica, e no momento do acidente pegou no sono por estar cansado demais. Questionado sobre o fato dele ter fugido sem prestar socorro, o defensor afirmou que ele foi para casa por estar “desorientado” após bater a cabeça no acidente. Rodrigo voltava de um baile funk que ocorreu no centro Hípico Amarelinho.

No entanto, duas testemunhas que estavam no evento disseram à Polícia que Rodrigo estava sim ingerindo bebida alcoólica. Um segurança que trabalha na casa noturna onde Rodrigo estava antes do acidente afirmou que ele chegou flagrar o jovem usando uma droga chamada “Lança-perfume” no banheiro e pediu que ele jogasse a droga fora. Além disso, ainda de acordo com as testemunhas, em uma foto tirada no dia do evento, Rodrigo segurava uma garrafa de Wisky e um copo com bebida amarela. A imagem foi publicada no facebook e posteriormente apagada. O segurança ainda afirmou que cerca de 15 minutos antes do acidente, notou que Rodrigo estava embriagado e com a “fala mole”, e que chegou a bater em um outro carro na saída da festa.

Procurado por nossa equipe, o defensor de Rodrigo afirmou que as testemunhas estão sendo induzidas pela Guarda Municipal de Ribeirão Pires e que falsos testemunhos deverão ser responsabilizados, pois não têm compromisso com a verdade. Reafirmou que seu cliente não faz uso de tais drogas e que não ingeriu bebidas alcoólicas no dia do acidente. Ainda de acordo com o advogado, seu cliente não foge às suas responsabilidades e não irá descansar até que a verdade seja mostrada.

Depois do acidente, veículo ficou bastante danificado. (Foto: Reprodução/internet)