Ex-namorado é condenado a 13 anos de prisão pela morte de Lorrany

Publicidade

O julgamento foi realizado no Fórum de Rio Grande da Serra e terminou na madrugada desta quarta-feira (15). A pena aplicada ao réu gerou indignação entre familiares e amigos da jovem, que esperavam uma condenação mais severa.

 Lorrany foi morta em janeiro de 2022  –  Foto: Reprodução/Redes Sociais 

O Tribunal do Júri condenou Antonio Carlos da Silva Freire a 13 anos de prisão pelo assassinato de Lorrany Fernandes, de 19 anos. O julgamento foi realizado no Fórum de Rio Grande da Serra e foi encerrado por volta das 2h30 da madrugada desta quarta-feira (15).

O caso ganhou grande repercussão em janeiro de 2022 e mobilizou moradores de Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires. Lorrany desapareceu no dia 20 de janeiro, após sair de casa, no bairro Vila São João, em Rio Grande da Serra.

Antônio Carlos (namorado) foi condenado a 13 anos de prisão – Foto: Reprodução/Rede Record

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou que o último sinal do telefone celular da jovem foi registrado em uma área de mata na região de Vila Verde, em Rio Grande da Serra. A partir dessa informação, equipes da Guarda Civil Municipal (GCM) de Rio Grande da Serra e de Ribeirão Pires iniciaram uma força-tarefa para localizar a estudante.

Cinco dias depois, em 25 de janeiro de 2022, o corpo de Lorrany foi encontrado em uma área de mata no bairro Vila Verde. A localização foi possível graças ao trabalho do pastor holandês Apollo, cão farejador da Guarda Civil Municipal de Rio Grande da Serra, que na época atuava em operações de busca por pessoas desaparecidas e no combate ao tráfico de drogas.

Apollo cão farejador encontrou o corpo da Lorrany – Foto: Reprodução/Redes Sociais

Antes da atuação do animal, guardas municipais localizaram um chinelo da jovem durante as buscas. Em seguida, uma peça de roupa de Lorrany foi apresentada ao cão para que ele identificasse o odor. Poucos metros adiante, ao entrar em uma trilha com a vegetação amassada, Apolo apresentou mudança de comportamento, levantando as orelhas e a cauda. Logo depois, pulou sobre seu condutor, sinalizando que havia encontrado o local onde estava o corpo da vítima.

A confirmação da morte encerrou cinco dias de buscas e provocou forte comoção entre familiares, amigos e moradores das duas cidades.

As investigações apontaram que imagens de câmeras de segurança registraram Lorrany deixando o local na garupa de uma motocicleta. De acordo com a Polícia Civil, as características da motocicleta e do capacete eram compatíveis com os utilizados pelo ex-namorado da vítima, que passou a ser o principal suspeito do crime.

A investigação também identificou contradições nos depoimentos prestados por Antonio Carlos da Silva Freire e apontou a utilização de um perfil falso em uma rede social, que, segundo a Polícia Civil, teria sido criado para marcar um encontro com Lorrany no dia do desaparecimento.

Após mais de quatro anos entre as investigações, o andamento do processo e o julgamento pelo Tribunal do Júri, Antonio Carlos da Silva Freire foi condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato da jovem.

A pena fixada pelo Tribunal do Júri gerou indignação entre familiares e amigos de Lorrany Fernandes, que acompanharam o julgamento e esperavam uma condenação mais rigorosa diante da gravidade do crime.