Um grupo de funcionários da Educação de Ribeirão Pires esteve na Câmara de Vereadores nesta quinta-feira (17) para denunciar casos de assédio moral atribuídos à atual secretária de Educação, Leni Valendy. A reunião contou com a participação dos 17 vereadores e do chefe de gabinete do governo Guto Volpi, Vicente Souza.
Durante o encontro, as profissionais relataram situações que, segundo elas, envolvem gritos, cobranças constrangedoras e questionamentos relacionados à formação acadêmica dos funcionários.
Também foram apontados problemas administrativos na pasta, incluindo a paralisação de processos, que estariam aguardando a assinatura da secretária.
➡️A situação, segundo as professoras, chegou ao limite durante a reunião na Câmara. Enquanto relatavam os episódios vivenciados na Secretaria de Educação, algumas profissionais choraram e tremeram.
Uma delas teria apresentado uma crise de pânico durante os depoimentos. As servidoras também manifestaram preocupação com possíveis represálias após as denúncias.
Os vereadores e o líder de governo afirmaram que as profissionais não sofrerão retaliações. Outro ponto apresentado durante a reunião foi a possível intenção da Secretaria de Educação de encerrar a parceria com o Instituto Ayrton Senna.
Segundo os relatos, Leni teria se referido à instituição de maneira depreciativa, utilizando a expressão “merda”.
Leni Valendy assumiu a Secretaria Municipal de Educação após a saída de Raphael Volpi. A nomeação teria sido realizada pelo prefeito Guto Volpi.
Os relatos deverão ser avaliados pelas autoridades municipais, que foram acionadas pelas servidoras durante o encontro.
O DiárioRP questionou o SINEDUC, sindicato da educação, que, em nota oficial, respondeu: “Consideramos a questão de assédio moral extremamente grave e fomos a primeira cidade, com a articulação ativa do Sineduc, a garantir a aprovação de Lei Municipal de combate ao Assédio moral. Mas, nesta situação em particular, não recebemos denúncia. Porém, estamos atentos à mídia social e sempre à disposição de nossa categoria para combater qualquer violação a seus direitos.”




