A ex-vereadora e atual secretária de Participação, acessibilidade e Inclusão Social da prefeitura de Ribeirão Pires, Elza da Silva Carlos, a Elzinha (PCdoB) foi condenada nesta sexta-feira (8) por falsa acusação do crime de racismo contra Everton Sodário, representante do Movimento Direita São Paulo. A decisão cabe recurso.

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O caso aconteceu durante em outubro de 2017, quando Elzinha participava de um evento que debatia o projeto da “Escola sem partido”. O evento aconteceu na Câmara Municipal da cidade e teve a presença de pessoas favoráveis e contra a proposta de lei. A ex-vereadora se posicionou contra, enquanto integrantes do Movimento Direita São Paulo se mostraram favoráveis ao assunto.

O assunto acabou gerando um embate político e em dado momento, Elzinha acusou Everton de proferir ofensas racistas contra ela. Ele, que fazia uma transmissão ao vivo do evento, negou e foi até a delegacia prestar queixa contra ela.

Na audiência, a secretária levou o Presidente Municipal de seu partido, o Partido Comunista do Brasil, como testemunha, além de um funcionário. No entanto as declarações não convenceram a juíza Maria Carolina Marques Caro Quintiliano, que na decisão cita que uma ex-funcionária, que ainda trabalha na Prefeitura, afirmou ter visto que posteriormente a secretária “Caçoou da situação”.

Na decisão a juíza ainda cita que houve controvérsias entre a declaração dela com a de suas testemunhas e que Everton estava gravando durante todo o ocorrido e que pelo vídeo prova-se que ele não fez as declarações racistas, condenando a Elza da Silva Carlos ao pagamento de R$ 5.000,00 ao autor do processo.

Para Everton a sentença deve servir de lição à Elza: “Acabo de me inteirar da decisão proferida pela Juíza do Juizado Especial Cível de Ribeirão Pires, ela afastou qualquer dúvida que pairava em relação aos fatos que ocorreram na Câmara Municipal da cidade envolvendo a mim e a Professora Elzinha. Mesmo ela, Elzinha, tendo usado dos mais baixos meios como a falsa acusação, a cooptação de testemunhas que depuseram confirmando a falsa acusação dela, e outros tantos que podem ser vistos no processo, a Justiça prevaleceu e hoje ela foi condenada e eu inocentado da falsa acusação que ela me fez. Embora o dia não seja para comemorar, pois não me senti nenhum pouco confortável em ter que ajuizar uma Ação de Danos Morais contra uma professora, me sinto muito aliviado pois o que foi colocado em jogo foi a minha reputação, reputação ilibada que foi ratificada pela sentença que diz claramente que Elzinha mentiu ao me acusar de tê-la chamado de “preta fedida”. Espero que a partir de agora ela possa ao menos refletir do mal que tentou causar a mim, é que nem ela tão pouco outros pensem duas vezes antes de resolverem acusar alguém injustamente. A Deus toda minha gratidão”.

Elzinha não foi encontrada para comentar o caso.