Projeto do prefeito Guto Volpi prevê parque infantil na Vila do Doce e será apreciado nesta quinta-feira (12); proposta autoriza a exploração comercial de uma área de 372 m² no principal centro turístico de Ribeirão Pires por até 20 anos.

Foto: Diário de Ribeirão Pires
A Câmara Municipal de Ribeirão Pires vota, na sessão ordinária desta quinta-feira (12), o Projeto de Lei nº 0009/2026, de autoria do prefeito Guto Volpi (PL). A proposta autoriza a desafetação de uma área pública localizada no Complexo Turístico Vila do Doce, na Rua Padre Marcos Simoni, visando a concessão onerosa para a instalação e operação de um Parque de Diversões Infantil ou atividade similar.
O projeto estabelece que a área a ser concedida possui 372 metros quadrados. A medida busca atrair investimentos da iniciativa privada para a administração do espaço, que hoje é o principal ponto de convivência e turismo da região central. Pelo texto, a concessão será realizada mediante licitação, garantindo que a empresa vencedora pague um valor mensal ao município, definido após avaliação técnica.
O prazo previsto para a exploração do serviço é de 10 anos, com possibilidade de prorrogação por igual período. Ao final do contrato, todas as melhorias e bens reversíveis retornam ao patrimônio da Prefeitura. O edital de licitação, que será publicado após a aprovação da lei, deverá detalhar as exigências técnicas e operacionais para o futuro permissionário.
Cabe relembrar o episódio em que a estrutura dos quiosques da Vila do Doce cedeu, tendo como principal suspeita o sobrepeso na laje. Diante disso, a viabilidade de instalar equipamentos de lazer — que geram carga dinâmica e peso constante — deve exigir estudos de engenharia rigorosos para garantir que o solo e a estrutura atual suportem a operação sem novos riscos de acidentes.
Outro ponto que deve gerar debate na sessão é a natureza da concessão. Por se tratar de uma concessão onerosa à iniciativa privada, o uso dos brinquedos e equipamentos do parque deverá ser pago pelos usuários. A mudança transforma uma área que anteriormente era de livre circulação em um espaço de exploração comercial, o que divide opiniões sobre a democratização do lazer no principal cartão-postal da cidade.


