A área para implantação abrange 4,7 milhões de metros quadrados, o equivalente a 658 campos de futebol
A Cetesb indeferiu o projeto do Centro Logístico Campo Grande em 2022. Foto: Divulgação
O projeto do porto seco em Paranapiacaba se arrasta há cerca de dez anos. A área para implantação abrange 4,7 milhões de metros quadrados, o equivalente a 658 campos de futebol. Se aprovado, pode acarretar no desmatamento de 90 hectares, espaço que se estende até o Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba e a entrada da vila, que é considerada patrimônio histórico pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo). A reportagem é do Diário do Grande ABC.
A Cetesb indeferiu o projeto do Centro Logístico Campo Grande em 2022, por falta de ações mitigadoras dos impactos ambientais na área, mas o órgão revelou ontem ao Diário que se encontra em análise recurso em segunda instância interposto pelo empreendedor. Procurado pelo jornal, o Centro Logístico Campo Grande não respondeu.
Para Raquel Varela, integrante do MDV (Movimento em Defesa da Vida do Grande ABC), o perigo à região é iminente. “O risco de ele ser viabilizado existe. No ano passado, a Cetesb ressuscitou o licenciamento, pedindo novas documentações. É preciso atenção aos próximos capítulos”.


