Organizações afirmam que não foram informadas sobre recadastramento e classificam a situação como constrangedora.

Alimentos foram retirados dos carros por ordem de funcionários. Foto: Gabriel Mazzo\PMETRP
Organizações não governamentais de Ribeirão Pires relataram ao DiárioRP que foram impedidas de retirar alimentos no Fundo Social de Solidariedade, como ocorre regularmente. As entidades, todas devidamente cadastradas, foram ao local para buscar as doações como de costume, mas tiveram que retirar os alimentos dos veículos após serem impedidas de levá-los.
Segundo os relatos, os responsáveis foram informados de que não poderiam levar os alimentos por não terem realizado um recadastramento obrigatório, cuja notificação teria sido enviada por e-mail. No entanto, representantes das instituições alegam que não receberam nenhuma comunicação eletrônica do Fundo Social.
O DiárioRP opta por não divulgar o nome das entidades envolvidas para evitar possíveis retaliações. Entre elas, está uma organização que atua há mais de 30 anos na cidade, com trabalho reconhecido na recuperação de dependentes químicos.
Uma das responsáveis classificou a situação como “humilhante” ao relatar que teve de descarregar os alimentos do carro após a negativa da retirada. Outra representante destacou a atuação de dona Lígia Volpi, ex-presidente do Fundo Social, afirmando que “isso não aconteceria com ela; dona Lígia é amor, sempre nos acolheu e levava pessoalmente as doações”.
Uma presidenta de uma das entidades relatou que as doações em questão são provenientes de uma parceria com a rede COOP, intermediada por Flávia Dotto, primeira-dama durante a gestão de Kiko Teixeira, e que estão sendo destinadas justamente para esse fim. “Estão retirando doações que são feitas com o objetivo de atender entidades como a nossa”, afirmou.
O DiárioRP questionou a Prefeitura sobre o ocorrido, até o fechamento da reportagem, não houve resposta, caso aconteça o texto será atualizado.


