A Paróquia Sant’Anna, localizada no bairro Santana em Ribeirão Pires, divulgou um documento negando a prática de aparofobia. No início da semana, o site Diário do Grande ABC divulgou que a comunidade religiosa teria instalado pedras na porta da igreja, com intuito de afastar os moradores de rua.
De acordo com a publicação, o caso ganhou repercussão após o padre Julio Lancellotti, ativista da Capital pelos direitos da população de rua, postar uma foto da fachada do local, alegando que a prática serviria para afastar as pessoas em situação de rua, que acabaram ficando impedidas de dormir no local.
No entanto, a Paróquia Sant’Anna publicou nesta quinta-feira (09), negando as acusações e chamando as publicações sobre o caso de “sensacionalistas e sem nexo”. Além disso, alegou que o caso seria um mal-entendido, e que os blocos instalados tinham como objetivo evitar que clientes de um bar na região estacionassem no local.
Após manifestações contra a atitude, os fiéis da igreja retiraram os bloqueadores da entrada na noite desta quarta-feira (08). “O principal motivo em que nos choca, além da proporção que a notícia virou, levando a mais de trinta e cinco mil likes e DIVERSOS comentários nos atacando na postagem e em nossos veículos de comunicação fomos a uma exposição pública sem que houvesse uma pergunta para entender o real motivo para a instalação dos bloqueadores ou relatos dos próprios participantes de nossa comunidade.” frisou a comunidade religiosa no comunicado divulgado.
Termo Aporofobia
Ainda no comunicado, a Paróquia Sant’Anna também divulgou o significado do termo do qual os munícipes estariam acusando a igreja. “O termo “Aporofobia” vem de duas palavras gregas: “áporos”, o pobre, o desamparado, e “fobéo”, que significa temer, odiar, rejeitar. Aporofobia é a aversão ao pobre pelo fato de ser pobre. Fomos acusados, pelo fato de ter paralelepípedos levantados nestes canteiros.” explicou.
Leia a nota completa na íntegra:
“PARÓQUIA SANT’ANNA – DIOCESE SA
Fiéis da Paróquia Sant’Anna em aborrecimento com ataques nas redes sociais, retiram bloqueadores de veículos do portal da Igreja.
Mesmo não praticando a APAROFOBIA, na noite de ontem os fiéis da igreja retiraram os bloqueadores de veículos instalados em 2019 no portal da igreja para evitar a obstrução de veículos no portal da paróquia, postagens e matérias sensacionalista e sem exercer a verdadeira responsabilidade social, acusou nossa comunidade de algo inexistente e sem nexo, colocando em cheque nossos 55 anos de trabalho na cidade de Ribeirão pires em prol de toda a população, onde acolhemos a todos e propagamos a boa nova do senhor.
No último sábado (04), recebemos pela manhã a notícia que estava circulando nas redes sociais, Facebook e Instagram, uma postagem feita pelo padre Júlio Lancelotti, acusando uma igreja em Ribeirão Pires de Aporofobia. A imagem postada constava o canteiro no portal da igreja, onde fica a lixeira. Logo reconheceram a nossa paróquia e começaram a nos marcar, gerando assim uma grande repercussão.
O termo “Aporofobia” vem de duas palavras gregas: “áporos”, o pobre, o desamparado, e “fobéo”, que significa temer, odiar, rejeitar. Aporofobia é a aversão ao pobre pelo fato de ser pobre. Fomos acusados, pelo fato de ter paralelepípedos levantados nestes canteiros.
O principal motivo em que nos choca, além da proporção que a notícia virou, levando a mais de trinta e cinco mil likes e DIVERSOS comentários nos atacando na postagem e em nossos veículos de comunicação fomos a uma exposição pública sem que houvesse uma pergunta para entender o real motivo para a instalação dos bloqueadores ou relatos dos próprios participantes de nossa comunidade.
Portanto, deixamos com clareza que, em nosso território paroquial, quase não se encontra moradores em situação de rua, os poucos que se tem na cidade, acabam ficando nas proximidades da Rodoviária e Estação Ferroviária. Os que aceitam são acolhidos pela Casa da Acolhida, casa assistida pela Prefeitura Municipal e aos que passam por nossa paróquia acabam sendo assistidos por nossa Pastoral da Caridade, tentando oferecer o máximo que podem e dando uma assistência em redução de danos na vida de todos os indivíduos que frequentam a Paróquia de Sant’Anna.
“Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas.” Mt 10,16.”


