Idosa cai em buraco após piso de garagem ceder na Vila Guerda

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Moradores da Rua Vicente de Paula enfrentam mau cheiro e risco estrutural desde janeiro; Sabesp afirma que residência ocupa faixa de servidão e depende da prefeitura para intervir.

Foto: Diário de Ribeirão Pires

Um casal de idosos, de 66 e 67 anos, vive momentos de angústia e insegurança em sua residência na Vila Guerda, em Ribeirão Pires. Desde o dia 9 de janeiro, um buraco de grandes proporções abriu-se na garagem do imóvel, localizado na Rua Vicente de Paula. O incidente, causado possivelmente por problemas na tubulação de esgoto, quase terminou em tragédia: a moradora chegou a cair na cratera no momento em que o piso cedeu, sofrendo ferimentos.

Além do risco iminente à estrutura da casa, os residentes convivem diariamente com um forte mau cheiro que invade os cômodos, tornando a rotina insalubre. Segundo os moradores, a Sabesp já enviou técnicos ao local em ocasiões anteriores, mas nenhuma medida efetiva para o fechamento do buraco ou o reparo da tubulação foi realizada até o momento.

Questionada sobre o diagnóstico técnico e os prazos para a solução do problema, a Sabesp enviou uma nota oficial esclarecendo que a situação é complexa devido à localização da construção. Segundo a companhia, o imóvel foi erguido sobre uma “faixa de servidão” — uma área que, por lei, deve estar livre de edificações para permitir o acesso técnico às redes subterrâneas.

O impasse agora envolve também a administração municipal. A Sabesp afirma que a continuidade dos trabalhos depende de um alinhamento com a Prefeitura de Ribeirão Pires, responsável pela fiscalização do uso do solo, para determinar como as equipes poderão acessar a rede de forma segura sem comprometer ainda mais a estrutura do imóvel.

Confira a nota da Sabesp na íntegra:

“A Companhia informa que, durante vistoria técnica, foi constatado que o imóvel está localizado em área classificada como faixa de servidão — espaço legalmente destinado à implantação e manutenção de redes, que deve permanecer desobstruído para garantir o acesso das equipes e a segurança operacional, não sendo permitida a construção nesse trecho. Nessas situações, qualquer intervenção depende de alinhamento prévio com a gestão municipal, responsável pela regulamentação e fiscalização do uso do solo. A Sabesp informa que está em contato com o município para definir a forma mais segura de acesso ao local e dar continuidade à análise do caso, preservando a segurança dos moradores e das equipes técnicas.”