Coronavírus: Aumenta procura por Álcool em gel em Ribeirão Pires

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Por conta da pandemia de coronavírus que o mundo está passando, o Álcool em Gel se tornou uma das medidas protetivas mais utilizadas pela população para evitar que a doença continue se espalhando. Por conta disso, a procura ficou maior e houve impactos no preço e na disponibilidade do produto em farmácias e estabelecimentos.

O gestor farmacêutico da Gran Farma de Ribeirão Pires, Murilo Felix, conta que desde fevereiro as vendas de álcool em gel cresceram 300 vezes. “Já foram vendidos 500kg de gel em apenas um mês, antes do surto vendíamos em torno de 10kg por mês”, relata.

Entretanto, a alta procura fez com que os preços do produto aumentassem. No estabelecimento de Murilo, por exemplo, os valores quase dobraram. Em grupos de moradores de Ribeirão Pires nas redes sociais, há relatos de estabelecimentos que cobram em torno de R$ 100,00 por um pote de álcool em gel e um conjunto de 10 máscaras, o que tem causado indignação por parte dos munícipes.

Por conta do preço, as pessoas estão procurando jeitos alternativos para garantir a segurança em meio a pandemia. Entre eles, os chamados “Álcool em gel caseiros” tem ganhado bastante destaque. Porém, o uso destes produtos caseiros vem causando, em algumas pessoas, queimaduras na região das mãos. A Equipe do DiárioRP entrou em contato com a farmacêutica e bioquímica Dr Danielle Caspirro para responder questionamentos frequentes e dar dicas úteis de proteção.

A farmacêutica começa explicando que o uso excessivo de álcool em gel é prejudicial à saúde da pele, e que a simples combinação de água corrente e sabão (glicerinado) é ainda mais eficiente para manter a higienização das mãos. E finaliza alertando sobre a “moda” do álcool em gel caseiro. “É necessário um profissional capacitado e equipamentos adequados para realizar a mistura, pois só ele saberá a concentração exata de álcool e gel. Usar estes produtos caseiros podem trazer sérios riscos à saúde, podendo até causar queimaduras graves nas mãos.”