MP diz que Fábrica de Sal não pode ser doada; Sesi segue sem aula

Publicidade

A doação da Fábrica de Sal para o SESI, projeto encaminhado pelo prefeito Adler Teixeira – Kiko (PSB) no final do ano passado, foi paralisado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

Para o MP, a justificativa se dá pelo fato de que, como foi tombado patrimônio histórico pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) em fevereiro de 2018, o prédio não poderia ser cedido a iniciativa privada.

O projeto para a doação foi aprovada pela Câmara de Vereadores em setembro do ano passado.

Procurada pela equipe do DiárioRP, a Prefeitura não retornou nosso contato. Para o Diário do Grande ABC, o prefeito Kiko disse que “todos os trâmites já foram feitos pela Administração Municipal” e acredita que “a promotoria está requerendo melhor análise do projeto de doação da área”.

A parceria entre Prefeitura e Sesi prevê restauração do prédio da Fábrica de Sal e doação da área de 5 mil m² para construção de uma nova unidade. Com prazo de três anos para conclusão e investimento de R$ 26 milhões, a unidade atenderá 760 alunos em amplo espaço e com aulas em tempo integral para alunos de 1º ao 5º ano, com estacionamento, áreas de lazer e quadra. 

Em meio a imbróglio, Sesi segue sem aulas

O Sesi de Ribeirão Pires segue sem aula nesta semana. Com as atividades suspensas desde o dia 11 de março, pais e alunos seguem sem saber o futuro do prédio.

Em reportagem feita pelo DiárioRP, pais de estudantes temiam pela segurança da escola. Devido as fortes chuvas que assolaram a cidade na noite de 10 de março, deslizes de terra ocorreram na encosta do Mirante São José, localizado no entorno do prédio. Segundo a assessoria de imprensa do Sesi, a suspensão das aulas era “uma medida preventiva”. As aulas retornariam nesta quarta-feira (20), o que não ocorreu. Os pais devem ser informados até sexta-feira (22) sobre uma nova data para as atividades serem retomadas.

A Prefeitura de Ribeirão Pires informou que a Defesa Civil não interditou o prédio e que o morro está estabilizado. Segundo informações, enquanto não há definição sobre a fábrica de sal, a volta dos alunos para a FIRP não está descartada, caso haja algum tipo de intervenção. Em 2010, após a Defesa Civil interditar parte do prédio pelo mesmo problema, a faculdade recebeu os alunos por dois anos.