A prorrogação do vínculo com a Transportadora Turística Suzano Ltda. foi oficializada no Diário Oficial, mesmo com a empresa sendo alvo de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara e de investigações do Ministério Público sobre o sistema Buspay.

Foto: Diário do Grande ABC
A Prefeitura de Ribeirão Pires formalizou, por meio de publicação no Diário Oficial da última sexta-feira (08/05), a renovação do contrato de concessão com a Suzantur (Transportadora Turística Suzano Ltda.), atual operadora do transporte coletivo municipal. O aditamento refere-se ao contrato original nº 130/2011, firmado inicialmente com a Rigras, e garante a continuidade dos serviços na Estância. No entanto, a administração municipal não detalhou o novo prazo de vigência ou as condições específicas da renovação.

Foto: Reprodução Diário Oficial de Ribeirão Pires
Onda de Reclamações e Caos no Transporte
A decisão do governo Guto Volpi ocorre em um momento de forte tensão entre a concessionária e os usuários. Moradores de diversos bairros de Ribeirão Pires acumulam queixas sobre a redução da frota e o aumento significativo no tempo de espera nos pontos. Uma das principais críticas refere-se à reestruturação de linhas, onde um único veículo passou a percorrer vários bairros, resultando em ônibus superlotados e atrasos constantes.
Além dos problemas operacionais, o sistema de bilhetagem Buspay, contratado pela Suzantur, é um ponto central de conflito. Estudantes, trabalhadores e idosos relatam dificuldades recorrentes no acesso ao benefício da gratuidade e na recarga de cartões, o que motivou uma investigação por parte do Ministério Público de Ribeirão Pires.
Frente Parlamentar: A CEI da Suzantur
A insatisfação popular ecoou na Câmara Municipal, onde os vereadores abriram uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar possíveis irregularidades na prestação de serviço da empresa. A comissão foca nas denúncias de descumprimento de horários, conservação dos veículos, superlotação, cartão Buspay, entre outras denúncias
Mesmo diante do cenário de pressão política e jurídica, a prefeitura optou por manter a prestação de serviço com a atual operadora, gerando novos debates sobre o futuro da mobilidade urbana na cidade e a qualidade do atendimento oferecido aos passageiros que dependem diariamente do sistema.





