Vítima foi alvo de criminosos que se passaram por funcionários do Bradesco; transferência fraudulenta utilizou até o limite do cheque especial, comprometendo o pagamento de salários de funcionários.

Foto: Reprodução
Uma moradora do Centro de Ribeirão Pires, de 45 anos, proprietária de uma clínica de fisioterapia, foi vítima de um sofisticado golpe de estelionato que resultou no prejuízo de R$ 89 mil. O crime, registrado na Delegacia de Ribeirão Pires, começou com uma abordagem por telefone e WhatsApp, onde criminosos demonstraram possuir dados internos da conta bancária da vítima para ganhar sua confiança.
A Dinâmica do Golpe
A ação criminosa teve início em abril, quando uma mulher, identificando-se como “Ana Paula”, nova gerente de pessoa jurídica do banco, entrou em contato informando dados precisos sobre a empresa e as sócias. No dia 04 de maio, a suposta gerente ofereceu uma promoção de “Mês do Consumidor”, que prometia isenção de taxas bancárias por 36 meses.
No dia seguinte (05/05), sob o pretexto de “implantar” a promoção, a golpista solicitou confirmações via aplicativo. Embora a vítima relate não ter fornecido senhas ou tokens, ao acessar sua conta no final da tarde, constatou que uma transferência (TED) de R$ 89.000,00 havia sido realizada sem sua autorização. Do total desviado, R$ 50 mil foram retirados do limite do cheque especial e R$ 39 mil do saldo disponível, que seria utilizado para o pagamento dos salários de funcionários no dia 06.
Dificuldades no Bloqueio
Ao perceber a fraude, a empresária contatou imediatamente a central do banco Bradesco. No entanto, segundo o boletim de ocorrência, o atendimento limitou-se a bloquear a conta, informando que não seria possível estornar o valor pela central e orientando a vítima a procurar a agência física de Ribeirão Pires. O valor foi destinado a uma conta em uma cooperativa de crédito em Alagoas, em nome da própria vítima, o que indica que os criminosos também abriram contas fraudulentas em seu nome.
A defesa da vítima ressalta que o banco negou o fornecimento do extrato detalhado da movimentação indevida no momento da solicitação. A empresária já contestou formalmente a transação junto à instituição financeira e o caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deve apurar como os estelionatários tiveram acesso às informações privilegiadas da conta jurídica. Ocorrência registrada na Delegacia de Ribeirão Pires.
Alerta da Polícia contra golpe falso gerente
Neste crime, o estelionatário finge ser funcionário de uma instituição bancária e demonstra conhecer dados da conta para ganhar confiança.
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Desconfie de ligações: Bancos não ligam para oferecer isenção de taxas ou “promoções” que exijam qualquer procedimento no aplicativo no mesmo instante.
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O “Número da Sorte”: Criminosos podem mascarar o número de telefone para que apareça o número real da sua agência no visor. Se receber uma ligação suspeita, desligue e ligue você mesmo para o seu gerente de outro aparelho.
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Nunca confirme via App: Jamais realize “procedimentos de segurança” ou “ativação de promoções” solicitados por telefone. Instituições financeiras não pedem para você fazer transferências ou digitar senhas para cancelar operações suspeitas.
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Dados vazados: Saiba que o fato de o interlocutor saber seu nome, CPF e agência não garante que ele seja do banco. Muitos desses dados circulam de forma ilegal na internet.





