Município registrou taxa de 20,2 homicídios por 100 mil habitantes em 2024 e ocupa a 9ª posição entre as cidades mais violentas do Estado. Rio Grande da Serra não entrou no levantamento por ter menos de 100 mil habitantes.

O município de Ribeirão Pires aparece entre as cidades mais violentas do Estado de São Paulo, segundo dados do Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Com informações do Diário do Grande ABC.
De acordo com o levantamento, Ribeirão Pires ocupa a 9ª posição no ranking estadual, com taxa de 20,2 homicídios a cada 100 mil habitantes. Os índices criminais considerados no estudo são referentes ao ano de 2024.
No total, foram avaliados 79 municípios paulistas e 336 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes.
Já Rio Grande da Serra não foi incluída na pesquisa porque possui população estimada em cerca de 44 mil moradores, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ficando abaixo do critério mínimo estabelecido pelo estudo.
O Atlas da Violência aponta ainda que o Estado de São Paulo apresentou a menor taxa de homicídios do País, com índice de 6,6 mortes por 100 mil habitantes.
O advogado penal e constitucional Ilmar Muniz destacou que taxas acima de 10 homicídios por 100 mil habitantes já representam um sinal de alerta para a segurança pública.
“Municípios com alta densidade populacional apresentam maior desigualdade social, atuação do crime organizado e conflitos urbanos mais intensos. Porém, quando tratamos de homicídio, há fenômenos importantes ligados à baixa escolaridade e alta vulnerabilidade”, afirmou o especialista.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado informou que acompanha os indicadores criminais e que desenvolveu o programa SPVida, voltado à integração das forças de segurança na análise das ocorrências e elaboração de estratégias preventivas.
O Atlas da Violência também destaca que mulheres negras seguem sendo as maiores vítimas de violência letal no Brasil.


