Professores da rede municipal de Ribeirão Pires que atuam como eventuais denunciam estar há mais de três meses sem receber salários; Prefeitura e Secretaria de Educação não se manifestam sobre o caso.

Professores eventuais que prestam serviços para a rede municipal de ensino de Ribeirão Pires enfrentam uma situação crítica. Relatos enviados à reportagem indicam que o atraso nos pagamentos já ultrapassa a marca de 90 dias. Mesmo cumprindo a carga horária em sala de aula e garantindo o andamento do calendário escolar, os profissionais afirmam que não há previsão para o recebimento dos valores devidos.
As denúncias começaram a ganhar força há cerca de um mês, com diversos profissionais relatando dificuldades financeiras causadas pela ausência dos repasses. Segundo os relatos, a rotina de trabalho segue inalterada, mas a falta de contrapartida financeira por parte da administração municipal gera indignação e incerteza entre o corpo docente.
A Secretaria de Educação de Ribeirão Pires é gerida por Raphael Volpi, irmão do atual prefeito, Guto Volpi, e filho do ex-prefeito e pré-candidato a deputado estadual, Clovis Volpi. A pasta é responsável pela gestão direta desses profissionais.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Ribeirão Pires para questionar os motivos do atraso e principalmente, qual a data estipulada para a regularização dos vencimentos. Até o fechamento desta edição, não houve qualquer retorno oficial por parte do Executivo através da Secretaria de Educação. O espaço permanece aberto para que a administração municipal apresente seu posicionamento e as devidas explicações aos servidores e à população.


