Protestantes caminharam pelo centro da cidade (Foto: Rafael Ventura/DiárioRP)

Comerciantes afetados pela proibição do comércio ambulante na área entre o terminal rodoviário e a estação de trem de Ribeirão Pires se manifestaram contra a medida na manhã desta terça-feira (18).

A manifestação, que se estendeu durante toda manhã e deu a volta na principal área de comércio de Ribeirão Pires, passou pelos terminais de trem e ônibus e parou na frente da Prefeitura. Os comerciantes exigiam a presença do prefeito Kiko Teixeira (PSDB) para que fosse resolvida a questão na conversa. “Estamos tentando resolver as coisas na boa vontade, mas precisamos pagar aluguel, IPTU e alimentar nossos filhos, estamos dando um prazo de uma semana para você resolver nosso problema. Se nada for resolvido vamos parar a cidade”, desafiou um dos ambulantes, indignado.

José Pinheiro, ambulante no local e uma das figuras que lideraram a manifestação, critica a falta de empatia do juiz ao derrubar a liminar. “Só por que eu sou vendedor ambulante eu não tenho direito de trabalhar?”, questiona.

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Em resposta à nossa equipe, na reportagem de segunda-feira (17), a prefeitura de Ribeirão Pires disse que foi oferecido outro lugar para os ambulantes trabalharem, mas segundo os próprios comerciantes a única área que realmente oferece condições de venda é a do terminal e da estação. “Tirar a gente desse ponto só vai dar prejuízo, aqui é o centro, todo mundo passa por aqui. Não vamos conseguir lucrar em outro lugar”, afirma a ambulante Erica Oliveira dos Santos.

A secretária de Meio Ambiente do município, Wanessa Isidio, recebeu uma comissão de camelôs para explicar os motivos da não autorização de montagem das barracas. Em solidariedade aos manifestantes, o Vereador Amigão D’orto (PTC) e Amaury Dias (PV) mediaram as negociações.

De acordo com Isídio, existem vários erros nos processos de solicitação que fazem com que os pedidos não possam ser aceitos. “A gente não tá querendo perseguir vocês, mas a lei precisa ser cumprida. E nenhum de vocês está cumprindo aqui. Está tudo bagunçado. Até a justiça entendeu isso e derrubou a limitar que autorizava vocês ficarem naquele local”, informou a chefe da pasta em reunião.

Ainda na reunião, a secretária prometeu reexaminar todos os casos com prioridade, desde que atendam os requisitos da lei municipal que regulamenta o comércio ambulante no município.