Denúncia da Bulgária ao Instituto Caramelo de RP ajuda a prender mulher por crueldade extrema contra animais

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A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta quarta-feira (28), uma mulher suspeita de torturar e matar animais para comercializar os vídeos em redes internacionais na internet. A investigação começou após uma denúncia enviada da Bulgária ao Instituto Caramelo, que colaborou com as autoridades para rastrear os crimes monetizados no ambiente digital.

Foto: Reprodução/Vídeo

Uma operação da Polícia Civil de São Paulo resultou na prisão de uma mulher acusada de cometer crueldade extrema contra animais com o objetivo de lucrar no ambiente virtual. A suspeita integrava um esquema de produção, compartilhamento e comercialização de vídeos de tortura e morte de animais, crime que vinha sendo monitorado pelas autoridades após uma denúncia internacional.

O caso começou a ser desmantelado há alguns meses, quando um homem residente na Bulgária localizou os conteúdos violentos em uma rede social. Chocado com as imagens, ele acionou a Polícia Civil paulista e o Instituto Caramelo, organização não governamental (ONG) de proteção animal. A entidade passou a colaborar ativamente com o setor de inteligência da polícia, auxiliando na análise dos materiais digitais e na compreensão da dinâmica da rede criminosa para identificar os envolvidos.

Segundo o Instituto Caramelo, esse tipo de crime costuma operar em redes internacionais que se sustentam pelo falso anonimato das plataformas digitais. A prisão da suspeita na capital paulista rompe um ciclo de violência e serve como um marco no combate aos maus-tratos praticados e monetizados na internet.

Em nota, a presidente do Instituto Caramelo, Priscila Rocha, destacou que a ação demonstra a eficácia do rastreamento de crimes cibernéticos. “Essa prisão mostra que ninguém está escondido atrás de uma tela. Existe rastreabilidade, existe investigação e existe responsabilização. Casos como esse chocam pela brutalidade, mas também reforçam a importância das denúncias e da atuação integrada entre sociedade civil e autoridades”, afirmou.

A ativista reforçou que crimes cometidos na internet deixam rastros e que a punição da suspeita deve encorajar novas denúncias. A orientação para os usuários que encontrarem conteúdos semelhantes na web é registrar imediatamente os links, fazer capturas de tela para preservar as provas e encaminhar o material para as autoridades policiais ou delegacias eletrônicas.