Na última sexta-feira (1), a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia discutiu o uso de canabinoides, para fins de tratamento em idosos com quadros de demência e Alzheimer.

Considerada ilícita em boa parte do Brasil e do mundo, a cannabis, planta popularmente conhecida, de acordo com os especialistas que discutiram o seu uso, teria possíveis benefícios nos tratamentos contra dor crônica, demência e outros problemas comuns em idosos. Segundo os cientistas, ainda existem muitos preconceitos e expectativas relacionadas ao tema.

Um pesquisador do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB- UFRJ), afirmou durante a discussão que é preciso estimular os estudos e pesquisas de forma que as evidências possam ser comprovadas nos casos de demência.

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No Brasil, já é regulamentado através da Resolução 2.113/2014, o uso medicinal da substância em crianças e adolescentes com epilepsia que não obtiveram resultados com outros medicamentos. Porém, somente neurologistas, neurocirurgiões e psiquiatras podem fazer essas prescrições.

A recomendação da cannabis in natura ou de qualquer outro derivado diferente do canabidiol é proibida pela resolução.

Médicos presentes no debate alertaram quanto a necessidade de maiores estudos sobre o uso em idosos, de forma a melhorar a qualidade de vida da população nessa faixa etária, uma vez que a expectativa de vida tem aumentado no Brasil.