A Vila do Doce, inaugurada em janeiro de 2008 no Centro de Ribeirão Pires, custou cerca de 400 mil reais dos cofres públicos.

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Após onze anos, a realidade que o turista encontra ao visitar o local é de abandono. Pisos remendados com cimento, buracos e panes elétricas são algumas das diversas reclamações dos comerciantes. De acordo com os quiosqueiros, a falta de manutenção e segurança retiram os atrativos do local.

“Na parte onde ficam os quiosques menores, temos o problema de não ter sanitários. O palco por sua vez, é alvo dos sem-teto [como moradia] e usado como dormitório e ponto de troca de drogas”, informou um comerciante que não quis se identificar.

Ainda segundo o comerciante, a Aciarp e a Prefeitura já foram comunicadas das reivindicações. Reuniões mensais passaram a ser realizadas com a Associação Comercial, a fim de apresentar as demandas.

Obras

Desde 2015 já estava reservado o valor de R$ 780.000,00 para a revitalização da Vila do Doce. O prazo para término da obra seria até 1º de maio de 2016. No entanto não houve licitação para conclusão do projeto.

Já no mês de março deste ano, foi aberto um processo de licitação e a empresa contratada apresentou um valor de R$ 728.106,71 para a revitalização completa do local. A obra teria como prazo final 31 de dezembro de 2020 e seria paga pela Prefeitura. O valor para a obra foi recebido do Governo Federal, através de Emenda Parlamentar requerido na ocasião pela Deputada Federal Keiko Ota (PSB).

O contrato para a administração do espaço pela Aciarp, determina que é obrigação da contratada cuidar da manutenção do espaço, e também repassar para Fundo de Assistência Social, pelo menos 20% dos valores arrecadados com a concessão dos quiosques.

Questionada quanto a estes valores, a Prefeitura informou que, apenas neste ano, a Aciarp já arrecadou cerca de R$ 340 mil com o aluguel dos quiosques. Já foi repassado ao Fundo de Assistência Social cerca de R$ 126 mil.

Ainda de acordo com a Prefeitura, a manutenção sob responsabilidade da Aciarp, trata-se dos reparos de elétrica, hidráulica, manutenção da rede de esgoto e outras demandas estruturais e segundo informações, se iniciaram nesta segunda-feira (14).

Procurada por nossa equipe, a Aciarp não respondeu nossos questionamentos a respeito da transparência dos valores arrecadados com a administração do espaço público.