O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) rejeitou, na tarde da última terça-feira (20), as contas referente ao exercício de 2016 da Câmara Municipal de Vereadores. O ano era o último da gestão do vereador José Nelson de Barros (MDB) à frente presidência do Legislativo.

Em resumo, dois pontos levantados pelo TCE foram de suma importância para a rejeição das contas. A falta de controle de despesas com gasolina e celulares cedidos a parlamentares e assessores e adoção de adiantamento salarial aos políticos. Os dois questionamentos foram levantados pelo Ministério Público de Contas, vinculado ao Tribunal.

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Zé Nelson, no entanto, pode entrar com recurso junto à própria Corte. Porém, se não conseguir convencer os conselheiros, será automaticamente enquadrado na Lei da Ficha Limpa por condenação de órgão colegiado e, sendo assim, ficará inelegível. Ao contrário de contas de prefeitos que, após serem julgadas, passam por análise da própria Câmara, os balanços do Legislativo recebem a sentença decisiva do próprio tribunal.

Zé Nelson é um dos vereadores mais antigos da Casa, estando no seu sexto mandato.