O Ministério Público de Ribeirão Pires adiou a decisão que acertava a doação do terreno da antiga Fábrica de Sal para o Sesi (Serviço Social da Indústria). O prazo final para para a decisão ocorrer estava prevista para o final do mês passado.

De acordo com a promotoria, o principal empecilho é a resposta do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) sobre as características da área.

Em março, o Ministério Público barrou a doação com a justificativa de que, como foi tombado patrimônio histórico pelo CONDEPHAAT, o prédio não poderia ser cedido a iniciativa privada. Na época, a Prefeitura chegou a recorreu do impedimento, mas o pedido foi indeferido pelo Conselho Superior do Ministério Público.

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O projeto para a doação, que começou a ser avaliado em julho de 2018, foi aprovada pela Câmara dos Vereadores em setembro 16 votos favoráveis e um contrário. A parceria entre Prefeitura e Sesi prevê restauração do prédio da Fábrica de Sal e doação da área de 5 mil m² para construção de uma nova unidade. Com prazo de três anos para conclusão e investimento de R$ 26 milhões, a unidade atenderá 760 alunos em amplo espaço e com aulas em tempo integral para alunos de 1º ao 5º ano, com estacionamento, áreas de lazer e quadra. 

Atualmente, a Unidade do Sesi de Ribeirão Pires está interditada desde maio deste ano devido ao risco de desabamento da encosta do Morro São José, localizado ao lado do prédio. Os alunos, no entanto, estão tendo aulas no prédio da FIRP.

A Prefeitura e o Sesi seguem aguardando novidades sobre a decisão.