A Polícia Civil de Rio Grande da Serra concluiu a investigação criminal de um possível roubo seguido de morte, ocorrido em abril do ano passado. A polícia descobriu que o ‘roubo’ foi apenas uma tentativa de maquiar um mandado de assassinato realizado pelo genro da gerente da Associação.

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Tudo começou quando Nayara Santos, funcionária e filha da Gerente Geral da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Ribeirão Pires (ACIARP) , teve uma relação extra-conjugal com Yuan Pereira Santos, também funcionário da ACIARP. De acordo com relatos feitos à polícia, ambos teriam saído por aproximadamente duas horas. Nayara, no entanto, era casada.

Yuan foi assassinado em abril de 2018 (Foto: Reprodução)

Dois dias após o encontro amoroso, Nayara se arrependeu e contou ao marido sobre a traição. Inconformado, ele foi até a sede da ACIARP e quebrou os vidros do carro de Yuan. O fato ocorreu em 22 de março do ano passado, mas não foi denunciado à polícia, segundo informações, por ordens da própria gerente da Associação, mãe de Nayara.

Três dias após o incidente, Hernani Goulart de Mota Silva foi até a casa de Yuan acompanhado da esposa e da sogra. No local, ambos teriam feito as pazes. Segundo a mãe da vítima, Hernani teria abraçado Yuan e dito “Nós somos amigos, vamos esquecer isso”. No entanto, um mês depois, dois homens entraram na casa de Yuan anunciando um assalto, atiraram nele, em sua mãe e fugiram sem levar nada.

Yuan foi baleado com três tiros. Levado ao hospital, não resistiu e morreu quatro dias depois. A mãe do jovem, com 45 anos, foi atingida em uma das mãos e perdeu o movimento de um dos dedos. Para a polícia, o crime foi encomendado e o mandante é o marido de Nayara Santos, Hernani. Ele foi preso junto com Jonathas da Mota Pires, que é primo dele. No entanto, a polícia ainda procura mais duas pessoas, que são os que teriam ido até a cada da vítima e disparado contra o jovem.

Jonathan e Hernani foram presos pela Polícia. (Foto: Reprodução)

Entramos em contato com a ACIARP para questionar qual o motivo da associação nunca ter registrado Boletim de Ocorrência sobre o vandalismo feito pelo genro da gerente da entidade no carro de Yuan, e se a a ordem teria partido da própria gerente da entidade, mãe de Nayara. Também perguntamos quem que pagou pelo conserto do carro e diversos outros questionamentos na tentativa de saber o posicionamento da entidade. No entanto, a associação se recusou a responder nossas perguntas e se limitou a dizer que não iria comentar sobre o caso, pois faz parte de “problemas pessoais de seus colaboradores”.