Em 2018, o Brasil registrou mais casos de feminicídio do que em 2017. Ao todo, foram 4.254 mulheres assassinadas no ano passado, sendo 1.173 delas vítimas de pela condição de gênero, tendo 1.047 casos em 2017. O crime teve um aumento de 12%.

Em levantamento mostrado pelo site G1, o Acre é o Estado que tem mais casos de feminicídio: 3,2 a cada 100 mil mulheres. Enquanto isso, São Paulo é a segunda menor taxa de crimes pela condição de gênero, com 136 casos, ou seja, 0,6 a cada 100 mil mulheres. Segundo o Ministério Público de São Paulo, 45% dos casos acontecem por inconformismo do homem com a separação. Outros 30% são causados pelo cíumes. Em Ribeirão Pires, Mara Helena dos Reis, 38, foi assassinada pelo namorado Leandro Lustoza dos Santos, 38, na noite de natal do ano passado. Segundo o próprio autor, o crime ocorreu após discussões fúteis.

Desde 2015, a legislação prevê penas mais graves para homicídios que se encaixam na definição de feminicídio – ou seja, que envolvam “violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”. As penalidades variam entre 12 a 30 anos de prisão.

Mesmo não registrando muitos casos de feminicídio, RP registra outros tipos de casos de violência contra mulheres. Entre o final de fevereiro e o começo de março deste ano, foram registrados seis casos de ameças contra mulher em uma semana.