A Prefeitura de Ribeirão Pires, por meio da Secretaria de Saúde, intensificou neste mês as ações de conscientização sobre Saúde Mental e de prevenção à hanseníase, nas campanhas Janeiro Branco e Janeiro Roxo, respectivamente. No período, as unidades da rede municipal receberam palestras, rodas de debate e atividades para ampliar o acesso às informações sobre o assunto, promovendo a qualidade de vida.

Janeiro Branco – Até o final deste mês, a Secretaria de Saúde realiza palestras nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), rodas de conversa e caminhada para chamar a atenção dos moradores para doenças acometidas por problemas relacionados à mente.

“É muito importante estarmos todos mobilizados, profissionais, gestores da saúde e toda a sociedade, em torno de um tema tão importante que é a saúde mental. Ainda existem muitas dúvidas, mitos e preconceitos sobre doenças que afetam milhares de pessoas, e que muitas vezes passam despercebidos, como é o caso da depressão. Disseminar conhecimento, apresentando os serviços disponíveis em nossa rede, e promover o bem-estar são ações indispensáveis para garantir mais qualidade de vida às pessoas”, avaliou a secretária de Saúde de Ribeirão Pires, Patrícia Freitas.

A rede municipal de saúde conta com cerca de 4,5 mil pacientes que frequentam os Centros de Atenção Psicossocial da cidade, além dos moradores atendidos em Residências Terapêuticas.

Janeiro Roxo – Também durante esse mês, a Prefeitura aderiu à campanha que reforça as ações de prevenção à hanseníase. Profissionais do setor estão intensificando as orientações sobre a doença – o que é, como diagnosticar e como tratar. Palestras e rodas de conversa estão sendo realizadas nas UBSs e no Serviço de Atenção Especializada da rede municipal, onde também estão disponíveis materiais informativos sobre o assunto.

“Hanseníase tem cura e com informação, diálogo e a ajuda de todos, as pessoas podem saber mais sobre a doença para que o diagnóstico seja feito precocemente. Com isso, o tratamento fica mais fácil e o risco de transmissão também é reduzido”, explicou a coordenadora do Programa Municipal IST/Aids, Nanci Garrido.

O tratamento da hanseníase, feito com antibiótico, é gratuito. A doença é causada por bactéria que afeta os nervos, levando à perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, à dor, ao frio e ao calor, além de formigamentos e dormências. Manchas avermelhadas ou esbranquiçadas na pele podem surgir. Em casos mais graves, a doença, que é infecciosa, pode causar cegueira.

O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo, podendo variar entre dois até mais de dez anos. A transmissão da doença se dá por meio das vias respiratórias – tosse e espirro.  Caroços e inchaços pelo corpo, engrossamento do nervo que passa no cotovelo, sensação de choque, fisgadas ao longo dos nervos dos braços, mãos, pernas e pés também podem ser sinais da doença.

Quanto antes diagnosticada, o tratamento, feito com comprimidos diários, pode reduzir e controlar as sequelas da doença. O diagnóstico da hanseníase é feito por meio de exames clínicos, também disponíveis na rede municipal.

Durante todo o ano, os moradores podem esclarecer dúvidas e buscar os serviços gratuitos no Serviço de Atenção Especializada (Avenida Francisco Monteiro, 205 – Centro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h). Mais informações pelo telefone 4828-4441.