A Justiça condenou o ex-prefeito de Ribeirão Pires, Saulo Benevides (MDB), Edson Savietto, o Banha (PPS), atual vereador e, o ex-parlamentar Gerson Constantino. A denúncia foi
feita pelo Ministério Público devido à manutenção de contrato sem licitação com o advogado João de Deus Ferreira Filho, na época que presidiram a Câmara Municipal de Ribeirão Pires. Improbidade administrativa é quando um gestor público comete atos para enriquecimento ilícito, e de desonestidade, com o dinheiro público, violando os princípios da Administração. Durante o período de 2003 a 2013, de acordo com a denúncia, os serviços do advogado foram realizados sem licitação ou concurso público. Saulo Benevides, Banha, Dedé da Folha e Gerson Constantino, através de meios ilegais utilizaram R$ 551,6 mil de dinheiro da Câmara Municipal.

A justiça interpretou que o ato fere a Legislação, consequentemente cabível a sentença por improbidade administrativa. Além da perda dos direitos políticos, os réus terão que pagar multa proporcional a cinco subsídios, com uma quantia equivalente ao valor líquido recebido no último mês de mandato. Os réus foram condenados a perda dos direitos políticos por cinco anos e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de três anos, além de multa. Já no caso de Banha, que atualmente ocupa uma cadeira como parlamentar, o juiz decretou que ele perca imediatamente o direito de exercer o cargo de vereador. Ao advogado, ficou estabelecido pagamento de multa proporcional a dez vezes o valor de sua última remuneração mensal. Quanto a Casa de Leis fica proibida nova contratação sem licitação pelos parlamentares. A decisão cabe recurso.

Importante destacar que Edinaldo de Menezes (Dedé da Folha) também foi denunciado pelo Ministério Público à Justiça. No entanto, como deixou o órgão há mais de cinco anos, tempo em que prescreve o crime de improbidade, não pode ser condenado.