Na quinta-feira (22), os vereadores de Ribeirão Pires, devem votar as contas do ex-prefeito Saulo Benevides (MDB), referentes ao ano de 2014. As contas foram consideradas ilegais pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

No relatório final do TCE, foram constatadas diversas irregularidades, entre elas, a compra de bebidas alcoólicas pela prefeitura, ausência do Alvará do Corpo de bombeiros em creches municipais, extintores de incêndio vencidos nas escolas municipais, fila de espera com mais de 600 crianças, frequentes ausências de funcionários, principalmente do setor da saúde, diversos erros de controle financeiro e de gastos, falta de transparência,  sistema facilitando possíveis fraudes, aumento do déficit orçamentário em quase 97%, entre diversos outros.

Cabe agora aos vereadores votar se acatam ou não o parecer técnico do Tribunal. Em caso positivo, Benevides fica inelegível pelos próximos oito anos. A votação já foi adiada por duas vezes, e o ex-prefeito chegou a ir até a câmara para interceder em seu favor aos vereadores. Saulo foi o prefeito com maior rejeição da história da cidade, alcançando um índice de rejeição chegou a 70%, dos que consideraram o seu governo ruim ou péssimo. Saulo precisa de pelo menos 12 votos contra o parecer do TCE para se livrar da inelegibilidade.

O DiárioRP, entrou em contato com todos os vereadores questionando sobre a intenção de voto. Apenas os vereadores Amigão D’orto (PTC), Amaury Dias (PV) e Anselmo Martins (PR) não foram procurados pois já se manifestaram publicamente na sessão ocorrida na última quinta-feira (8), em como votarão sobre o caso. José Nelson de barros (PMDB) e Rubão Fernandes (PSD) não retornaram nossos contatos. O vereador Arnaldo Sapateiro (PSB) afirmou que “vai ficar quieto, que vai ver o que o pessoal vai resolver”.

No cenário atual, caso nenhum vereador favorável ao parecer do Tribunal altere seu voto, Benevides ficará inelegível. Veja abaixo como cada vereador declarou o seu voto:

Favorável ao parecer do Tribunal:
Amigão D’orto (PTC), Amaury Dias (PV), Anselmo Martins (PR), Archeson Teixeira (PTB), Rogério Luis (PSB), Edmar Oldani (PV).

Afirmaram estar em dúvida:
Paulo Cesar (MDB), Paixão, Danilo Afonso (PSB), Edson Savietto, o Banha (PPS), João Lessa (PSDB), Carlinhos Trindade (PPS).

Contrários ao parecer do Tribunal:
Gê do Aliança (PSC).

Não respondeu:
José Nelson de Bassos (MDB), Rubão Fernandes (PSD), Arnaldo Sapateiro (PSB).