A Câmara Municipal de Vereadores adiou, por uma sessão, a votação das contas do ex-prefeito Saulo Benevides. Rejeita pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, as contas de Saulo passarão pelo Legislativo para serem aprovadas ou rejeitadas pelos parlamentares. O adiamento foi aceito por unanimidade pela Casa.

Resumindo, o relator do processo, Sidney Estanislau Beraldo, apontou diversas irregularidades e falhas na prestação de contas no governo de Saulo no ano de 2014. A decisão apontou falhas em repasses para o Fundo dos Bombeiros, Fundo Municipal de Desenvolvimento Ambiental e o Fundo de Transportes, além de não registrar o pagamento de precatórios. Na Pasta da Educação, não havia plano de carreira para os professores, previsto em lei e 671 alunos foram deixados em lista de espera por vagas em creches municipais. Algumas dessas creches não apresentavam vistoria dos bombeiros e os extintores estavam com o prazo de vistoria expirados, além de inúmeras irregularidades estruturais. Para alguns alunos, o uniforme da rede munipal de ensino foi entregue apenas em junho de 2015.

Na saúde, não houve aprovação da Gestão de Saúde pelo Conselho Municipal. Nas unidades de saúde municipais, foi notado a alta frequência de ausência de profissionais, causando maior tempo de espera dos pacientes e transtorno no atendimento ao público. Na realização de exames, o tempo de espera variava de seis meses, no caso de um ultrassom, para três anos e nove meses, para uma ressonância magnética.

Se a decisão do TCE for acatada pela Câmara, Saulo perderá seus direitos políticos não podendo se candidatar ou assumir cargo público por até oito anos.