Na região, 1.222 pessoas estão na fila de espera por algum tipo de transplante. Até o fim de agosto, 273 moradores do Grande ABC passaram pelo procedimento. Especialistas enfatizam a importância do diálogo com a família e de profissionais treinados para que o processo seja mais eficiente e as filas diminuam.

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Dos municípios da região, Santo André concentra a maior parte de pessoas que passaram por transplante nos últimos oito meses – 91. Na sequência, estão São Bernardo, com 82 pacientes beneficiados; Diadema, com 39; e Mauá, com 37. Em São Caetano, 15 moradores foram contemplados com o procedimento e, em Ribeirão Pires, 8. Já Rio Grande da Serra registrou apenas uma pessoa transplantada.

Os números do Grande ABC são condizentes com a média do Estado, de acordo com a coordenadora do Sistema de Transplantes do Estado de São Paulo, Marizete Peixoto Medeiros. Entretanto, a região se destaca quando comparados os números de doadores por milhão de habitantes – são, em média, 30 entre as sete cidades. Já no Estado, o número é de 23,7.

Em relação à fila de espera, os números da região também se assemelham aos do Estado. O órgão com maior demanda para transplantes é o rim, seguido das córneas. Dos 1.200 pacientes que precisam do procedimento, 868 aguardam por um rim; e 278 de córneas.