O Coletivo Mulheres na Trincheira e a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra realizaram na última terça-feira (28) uma sessão para debater a violência contra a mulher, e criar propostas para diminuir os índices em nossa região.

Além de representantes do Coletivo a da OAB, a atividade também contou com representantes do Poder Público que lidam direto com a questão, como Polícias Militar e Civil, Guarda Municipal, secretaria de Assistência Social, secretaria de Educação, entre outros.

De acordo com o Delegado da Polícia Civil de Ribeirão Pires, Roberto Borges, a cada 18 horas, uma mulher vítima de agressão abre Boletim de Ocorrência na delegacia da cidade.

Números são alarmantes

De acordo com o 12º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado no início deste mês,  em 2017, o Brasil teve 221.238 registros de violência doméstica, o que significa mais de 600 casos por dia. Os números podem ser ainda maiores, já que o Distrito Federal, Espírito Santo, Tocantins e Roraima não informaram dados. A situação mais crítica está em Santa Catarina, onde estão as piores taxas, com 225,9 casos a cada 100 mil habitantes e Mato Grosso do Sul, com 207,6. Em terceiro lugar, aparece Rondônia (204,9).

Só a taxa de homicídio teve um aumento de 6,1% em relação a 2016. No ano passado foram 4.539 mulheres assassinadas. Desse total, 1.133, vítimas de feminicídio.

Até Junho deste ano, a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência recebeu 72.829 denúncias, entre elas, violência sexual, homicídio, entre outros. As ligações foram feitas por meio do número 180, criado pelo Governo Federal em 2005.