Avós se destacam no mercado de trabalho

Sabedoria, experiência, conhecimento e paciência são algumas das principais qualidades que podem ser encontradas nos profissionais mais maduros. No dia 26 de julho, que é comemorado o Dia dos Avós, muitos desses profissionais mais experientes têm o que comemorar: além de serem avós, continuam ativos no mercado de trabalho.

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Essa tendência de mercado se deve ao envelhecimento progressivo da população mundial que passará de 606 milhões (no ano de 2000), para cerca de 2 bilhões, em 2050, segundo dados do Relatório Mundial de Saúde e Envelhecimento, da Organização Mundial da Saúde (OMS). No mundo, esse aumento será mais marcante em países pobres, onde a população idosa quase quadruplicará, passando de 374 milhões para 1,6 bilhão. No Brasil, a estimativa aponta que de 21 milhões de idosos (11% da população) contabilizados em 2010, a população idosa somará cerca de 65 milhões (30% da população) em 2050.

Segundo a consultora e diretora da Leaders – HR Consultants, Astrid Vieira, o Ministério do Trabalho vem estudando métodos para cuidar de questões de discriminação, entre elas contra profissionais mais experientes no mercado de trabalho. “O objetivo é oferecer maior atenção ao combate ao preconceito no ambiente de trabalho”, ressalta.

A consultora explica que para complementar a renda familiar, cobrir despesas médicas ou se manter ativo, as pessoas mais experientes se mantêm no mercado de trabalho, atuando principalmente nas áreas de serviços, administração pública, indústria e comércio.

Ainda de acordo com Astrid, um dos maiores receios dentre as empresas é o de que um profissional mais maduro não possua o vigor necessário para desempenhar funções laborais intensas, mas hoje já se mostra evidente, que um profissional idoso possui as mesmas dificuldades e demanda o mesmo cuidado básico de um profissional mais jovem. “No entanto, as vantagens de se investir no desenvolvimento da carreira pós-corporativa de um profissional prestes a se aposentar, também vem sendo levada em consideração pelas empresas, que se beneficiam da habilidade de transmissão de conhecimento desse profissional e da difusão das práticas que possibilitam a continuidade dos negócios”, completa.

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgados pelo Ministério do Trabalho, apontam que o número de pessoas no mercado formal de trabalho, na faixa etária entre 50 e 64 anos, cresceu cerca de 30% entre 2010 e 2015, período em que o número de trabalhadores com carteira assinada, cresceu de 5,8 milhões para 7,6 milhões. O grupo de trabalhadores com idade acima de 65 anos também aumentou sua participação passando de 361,3 mil em 2010 para 574,1 mil em 2015, um aumento de 58,8%. Essas informações comprovam um aumento sólido da participação de pessoas mais velhas no mercado de trabalho.

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