Prefeitura tomba diversos pontos da cidade

Foto: Gabriel Mazzo/Divulgação

O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural e Natural da Prefeitura de Ribeirão Pires aprovou a abertura de processo para o tombamento de três pontos da cidade: A Pedra do Elefante, Gruta Quarta Divisão e Casa de Oswald de Andrade.

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Nesta fase do processo, caso a propriedade seja particular, o proprietário pode recorrer, mas os três pontos ficam provisoriamente tombados, sendo impedida qualquer destruição ou descaracterização pelo prazo de 6 meses, podendo ser prorrogado pelo mesmo período até a conclusão da avaliação.

“Estamos avançando na política de preservação do patrimônio, que está prevista no Plano Diretor da Cidade, bem como no Plano Diretor de Turismo, concluído recentemente. Estamos dando o apoio necessário para que os estudos sejam feitos dentro do prazo legal e torcemos para que sejam aprovados, pois isso garante a proteção permanente desses locais, que também são pontos turísticos da nossa cidade”, explica o secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico, César Ferreira.

Sobre os pontos:
Levantamentos preliminares indicam que a Pedra do Elefante foi descoberta na década de 1950 por Valentino Redivo, por conta das atividades da Pedreira da Quarta Divisão. Redivo não permitiu que a rocha fosse dinamitada. Inicialmente chamada de “Pedra Grande”, a rocha ganhou o nome de “Elefante” por sua forma semelhante a um paquiderme (elefante, rinoceronte, hipopótamo). A rocha está localizada no alto do Morro da Suindara, na divisa de Ribeirão Pires com Suzano, e é um dos primeiros pontos turísticos naturais do município de que se tem notícia. Do local, pode-se avistar uma considerável paisagem preservada, além dos municípios vizinhos de Suzano, Mauá (Vale do Tamanduateí) e parte da Zona Leste de São Paulo. A rocha está inserida em uma área de Mata Atlântica, cercada por mananciais.

Já a Gruta da Quarta Divisão foi Catalogada em 87 pela Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), a Gruta Paraíso é um raro exemplar, por ser considerada a maior gruta granítica do Brasil, com 19 metros de desnível e 130 de projeção horizontal. Possui salões amplos, com blocos amparados um sobre o outro e travados por gravidade. A gruta recebe água de córregos da região e seu interior é dominado pelo constante som das águas. Possui claraboias naturais que quebram a escuridão dos salões e apresenta vegetação nativa. Está inserida em Área de Preservação Permanente (APP).

A casa de Oswald de Andrade, como o nome já diz, realmente pertenceu a Oswald de Andrade, e segundo levantamentos preliminares indicam que o local era a casa de campo do escritor, chegando a ser muito frequentada por ele em seus últimos anos de vida. Diversas referências aparecem nas biografias de Oswald de Andrade. A primeira, em 2003, na obra Maria Antonieta d’Alkmin e Oswald de Andrade: Marco Zero. Em Cronologia, Orna Levin revela que, por essa época, Oswald recebeu no sítio o filósofo italiano Ernesto Grassi, a quem oferece um churrasco. Na obra Oswald de Andrade: Biografia, aparecem brevíssimas referências que também confirmam seu sítio em Ribeirão Pires.

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