Não é de hoje que a criminalidade vem sendo um problema em nossa cidade. Aliás, não é um problema único de nossa cidade, mas nós que moramos aqui, podemos perceber que há picos de aumento na criminalidade, e muitas vezes, parece que não há o que fazer para que isso acabe, ou que, muitas vezes, a polícia não faz o seu papel. Outra coisa muito comum é jogar a culpa em pessoas mais próximas, como o prefeito da cidade ou vereadores.

No entanto, a responsabilidade pela segurança vem do Governo do Estado, não do municipal. É claro que, por muitas vezes, a Guarda Civil Municipal faz um trabalho excelente que sequer é de sua obrigação, mas por ausência do Estado, o município “assume a bronca” e faz um grande trabalho contra a criminalidade.

O que podemos ver, no entanto, é um estado que não investe na segurança, trata os policiais civis e militares como trabalhadores de segunda classe, e se focam em questões mais imediatistas, como obras. As polícias de nossa cidade estão em situação de calamidade, as viaturas em sua maioria estão quebradas ou deterioradas, o número de efetivo é medíocre, salário mais medíocre ainda, e as condições de trabalho nem se fala.

Na delegacia de nossa cidade, por exemplo, o número de investigadores só cai em contrário à demanda, que sobe a cada dia mais, o que acaba sobrecarregando os policiais, que muitas vezes têm um número de trabalho muito superior ao que é o padrão de trabalho.

Em contrapartida, vemos policiais com um perfil muito diferente de outras cidades do estado, são pessoas que estão próximas da comunidade, moram em nossa cidade, e muito além do “apenas trabalhar”, querem uma real melhoria para Ribeirão Pires.

O que vemos é um completo abandono do Governo Estadual em nossa região, na questão da Segurança Pública. Enquanto isso, nossa Guarda, Polícia Militar e Civil, se escravizam em nome de uma cidade mais segura.