As redes sociais foram tomadas por munícipes revoltados na tarde desta sexta-feira (17). Tudo isso porque o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Ribeirão Pires, de acordo com uma moradora da cidade, teria sacrificado uma cachorra que estava esperando a dona ir buscá-la.

Devido a grande quantidade de fogos comemorativos na última quarta-feira, o animal acabou fugindo de sua residência e procurou abrigo em outra casa. Após o desaparecimento, a proprietária pediu por ajuda nas redes sociais e os munícipes logo abraçaram a causa. A defesa Civil foi acionada e a cachorra foi encontrada, resgatada e encaminhada ao CCZ por volta das 11:30h da manhã da última quinta-feira (16).

Após o serviço realizado pela Defesa Civil, um dos agentes do órgão informou que a cachorra havia sido resgatada e retirada caminhando, junto a ele.

Em contato com nossa equipe, fomos informados que na manhã desta sexta-feira, agentes acompanhariam a dona até o Centro de Controle, para que pudesse resgatar o animal, e finalmente colocar um ponto final na história. No entanto, quando a dona chegou ao CCZ, havia sido eutanasiado.

De acordo com a dona, a cachorra tinha apenas Sarna Negra (doença não-infecciosa, e sim genética), além de um tumor no pescoço, em virtude da avançada idade (12 anos), mas que era tratada pelos donos e tomava banhos com shampoos controlados e próprios para o tratamento adequado.

De acordo com a “Lei Feliciano Filho”, que trata sobre casos como este a eutanásia se faz necessária apenas quando o animal apresenta doença infecciosa-incurável para humanos ou outros animais, o que, segundo a dona e funcionários da Defesa Civil, não era o caso. A morte, nesse tipo de situação, seria vedada pela Lei. Além disso, seria necessário aguardar no mínimo 24 horas para decidir sobre a possibilidade de eutanásia.

Procurada, a Prefeitura de Ribeirão Pires informou que vai apurar as informações e, caso constatada a irregularidade nos procedimentos adotados pelo CCZ, tomará as medidas cabíveis, seguindo os preceitos legais.