Sessão ficou acalorada na última terça. (Foto: Ygor Andrade/DiárioRP
Sessão ficou acalorada na última terça. (Foto: Ygor Andrade/DiárioRP

“Tumultuada”, “bagunçada” e até mesmo “mal organizada”, foram essas as palavras usadas por alguns munícipes ao final da sessão da Câmara dos Vereadores na última terça-feira (21). Enquanto os vereadores liam e discutiam alguns requerimentos outros munícipes tentavam se fazer ouvir durante os discursos dos vereadores. Em alguns momentos, reclamavam que o som não estava bom. Em outros, o posicionamento dos vereadores não agradava e isso já servia para que um pequeno tumulto fosse começando.

Aos gritos de “volta um real” e “diminuam o salário dos vereadores”, estes munícipes pediam para que os vereadores votassem para que a passagem a um real, extinta na semana passada, voltasse a vigorar aos domingos e feriados. “Vocês estão acabando com a única coisa boa que o Saulo (Benevides, ex-prefeito), deixou para os pobres”, gritou um deles.

O outro pedido era a respeito da economia da cidade. Enquanto eles eram justificados pelo presidente da Casa de Leis, Rubens Fernandes (PSB), o Rubão, de que os horários das sessões seriam alterados, provisoriamente, para as quintas-feiras às 14h, sob a justificativa de que assim a Casa ainda conseguiria economizar com, por exemplo, horas extras, estes cidadãos que se manifestavam exigiam que os vereadores votassem a diminuição de seus salários. “Querem economizar, diminuam seus salários”, era o que gritavam.

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A sessão chegou a ser interrompida por alguns instantes e, quando retornou, os vereadores Amaury Dias e Amigão D’Orto votaram contrários a mudança de horário. Segundo eles, as sessões devem ser a noite. “Acredito que o povo deva participar, como hoje lota essa Casa, e por isso, voto contra a essa mudança”, disse Amaury seguido por Amigão que sugeriu que a emenda fosse alterada para as 19h ou que fosse adiada. Em votação 14 vereadores votaram contra a sugestão de D’Orto.

No mais, os vereadores solicitaram esclarecimentos por parte do Executivo Municipal em relação, por exemplo, ao concurso público e a contratação de professores para a rede municipal de Educação, e a falta de transporte público para os alunos do Estado. A próxima sessão ainda será na próxima terça-feira, às 14h.