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Oficias durante solenidade em 2015. (Foto: DiárioRP)

A Guarda Civil Municipal, responsável por guardar o patrimônio público e prestar apoio à população e também à Polícia Militar e Civil, pode entrar em greve. Os oficiais pedem por melhores condições de trabalho.

Vários GCMs, para conseguir sustentar a família de maneira digna, precisam ter outros empregos, por conta do baixo salário que a categoria recebe. Com o segundo turno de trabalho, os guardas ficam desgastados para a rotina do dia a dia.

Para melhorar a situação da classe, os oficiais prometem se reunir nesta quarta-feira (8) para eleger uma comissão que vai tratar de várias propostas de melhoria para a classe com o Prefeito Saulo Benevides (PMDB). Caso o Chefe do Executivo se negue a dar aumento para os GCMs, os trabalhadores ameaçam paralisar os serviços de maneira imediata.
“Tem pessoas tentando coibir o movimento dos guardas, insinuando que o ato é político, que é ilegal.

Nós estamos fazendo isso pelos GCMs, tanto que não estamos com o Sindicato que está defendendo a Prefeitura e esquecendo de quem eles deferiam defender de fato. Vamos tentar conversar com o Prefeito, caso não sejamos atendidos, iremos entrar em greve”, contou um oficial que preferiu não se identificar.
De acordo com o guarda municipal, uma ala dos guardas acaba sofrendo mais pressão por pessoas que seriam ligadas ao Executivo. “Os chefes do plantão geralmente são comissionados e eles são orientados a nos pressionar, mas não funcionou como eles esperavam. Nós vamos buscar os nossos direitos”, alertou o denunciante.

Ainda segundo o denunciante, alguns guardas sofrem perseguição por lutarem por melhores condições de trabalho. “Tem muitos oficiais que gostam de trabalhar na rua, mas são deslocados para ficar internamente, para ficar atrás de uma mesa o dia todo. Toda essa situação desmotiva muitos oficiais”, explicou.

Essa não é a primeira vez que os GCMs estariam sofrendo nas mãos de pessoas ligadas ao Paço Municipal. Em março deste ano, o DiárioRP denunciou que alguns guardas municipais estariam sendo alvos de perseguição dentro da companhia. Um funcionário que havia se ausentado por conta de problemas de saúde, foi avisado por um superior que quem tinha se ausentado, seria transferido para outras áreas. Outros servidores de outras áreas do Executivo também denunciaram que estavam sendo perseguidos e transferidos para outros departamentos.

Na ocasião, a Prefeitura de Ribeirão Pires não se posicionou sobre o caso, entretanto, convocou uma reunião com os funcionários para tratar a situação.