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Reprodução de manifestação de 2015 de servidores municipais pedindo por cestas básicas (Foto: Reprodução Internet)

Após terem lutado para que a Prefeitura de Ribeirão Pires readequasse o piso salarial dos professores municipais ao piso nacional, a classe, agora, tem de lutar por um direito que é assegurado por lei.

De acordo com a Lei 5.547, de autoria do então Vereador Saulo Benevides (PMDB), anualmente todos os funcionários da educação da rede municipal têm direito a receber o dissídio, que é a reposição salarial de acordo com a INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Segundo Dulcimara Evangelista, Vice-Presidente do SINEDUC (Sindicato dos Professores das Escolas Públicas Municipais), explica que a classe não está pedindo aumento salarial.

“Nós não estamos pedindo aumento, mas sim a correção da inflação. Mandamos documentos oficiais à Prefeitura, mas não fomos respondidos. O depósito, que deveria ter sido feito até esta terça-feira (31), não foi efetuado”.

– Explicou a dirigente.

Maria Silva, Diretora de Políticas Sindicais, disse que, por várias vezes, entrou em contato com funcionários do Paço, mas não foi devidamente atendida.

“Eu liguei para o Secretário de Finanças para saber desta correção, mas ele foi sarcástico comigo e ainda falou que não tinha conhecimento sobre a lei. Nos últimos 15 dias eu tentei conversar com a Prefeitura, mas ninguém soube me informar sobre este caso”.

– Contou.

A classe pretende tomar atitudes para que os direitos sejam cumpridos, mas, caso o Executivo Municipal não cumpra a lei, os trabalhadores pretendem tomar medidas mais drásticas.

“Quando nosso holerite chegar e for constatado que realmente não houve a correção, nós faremos alguns movimentos e na semana que vem, nós vamos convocar uma assembleia, e então, decidiremos se entraremos ou não em greve”.

– Concluiu Dulcimara.