Foto: Divulgação
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A empresa que fazia o transporte especial de alunos e pacientes moradores de Mauá, para a Apraespi (Associação de Prevenção Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência) e o Copar (Centro Ocupacional e Profissionalizante) de Ribeirão Pires, pediu rescisão contratual e encerrou suas atividades sem aviso prévio, deixando pelo menos 284 crianças sem meios para se deslocar ao local. Segundo relatos, uma outra firma de transporte especializado já teria sido contatada, porém a Secretaria de Educação do Estado travou o andamento do contrato.

A Presidente da Apraespi, Lair Moura, classificou a situação como uma ‘displicência’ com as crianças, que já estão há três semanas sem aula e sem qualquer amparo do Estado.

“A empresa decidiu rescindir o contrato de licitação, e de um dia para o outro, abandonou suas obrigações.”

– Frisou.

Na quarta-feira (20), uma manifestação composta por pais, alunos e membros da Apraespi, foi feita em frente a Diretoria de Ensino de Mauá, exigindo respostas pela demora na definição do contrato da nova empresa de transporte. No mesmo dia, uma comissão foi formada por pessoas presentes no ato, que mais tarde foi atendida pela Diretoria municipal.

Na reunião, os membros, indignados, foram informados pela representante regional de ensino, Marilene Pinto Ceccon, que nada poderia ser feito em Mauá, que a questão é de competência estadual e teriam que buscar a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, que segundo ela, cuida dos procedimentos contratuais de transporte intermunicipal.

No mesmo dia da manifestação, a comissão se deslocou à sede da Secretaria do Estado, localizada na Praça da República, em São Paulo, para tentar acelerar o encaminhamento do contrato para ser aprovado e assinado. Porém, a resposta do órgão é de que não há uma data prevista para o processo ser efetivado.

De acordo oom o líder comunitário e membro da comissão de pais, Romildo Aparecido, a situação está muito complicada, e frisou a necessidade de carros especiais para o transporte das crianças deficientes.

“Muitos alunos e pacientes sequer estão indo as aulas ou à fisioterapia. As poucas pessoas que estão comparecendo, se locomovem com a ajuda de pais e amigos que possuem carro próprio, alguns outros estão tendo que ir de ônibus.”

– Comentou.