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Na última sexta-feira (15), cerca de 70 pessoas se reuniram na Rua do Comércio para protestar contra denúncias referentes a saúde de Ribeirão Pires. Com um caminhão de som, representantes públicos e da saúde falaram sobre vários acontecimentos que têm causado transtornos à população de Ribeirão Pires. Renato Foresto, Vereador pelo PT, contestou a falta de investigação nas denúncias que vem recebendo nos últimos tempos.

“A CPI foi aprovada há 7 meses e até agora não saiu do papel. Eu gostaria de saber o motivo”,

– Protestou.

Após os manifestantes denunciarem possíveis irregularidades, caminharam pelas ruas do centro da cidade, até o Palco da Praça Central, onde os líderes de movimentos pediram para que um inquérito fosse instaurado na cidade. Alguns dos populares que marcaram presença tinham passado por problemas ou estavam representando pessoas próximas que tinham enfrentado problemas na UPA.

Darcilene Corrêa, 45, contou que teve de transferir o marido para um hospital longe da cidade porque a UPA não tinha condições de atendê-lo.

“Meu marido tinha uma doença grave no pulmão. Ele mal conseguia andar e respirar por causa disso. Teve um dia que ele piorou muito e tivemos de levá-lo à UPA. Lá, não tinham medicamentos necessários e acabaram dando alta. Um dia, em casa, ele teve de ser levado às pressas para o Hospital de Francisco Morato porque ele piorou muito. Ele teve de ser internado longe, porque aqui não tinha o suporte necessário.”

– Disse.

Edimir de Castro, prensista, 60, precisou levar um conhecido até a Unidade de Saúde da Santa Luzia, mas também não teve o atendimento necessário.

“Eu levei o filho de um vizinho meu à UPA porque ele tinha quebrado o pé. Não fizeram exame nenhum e já queriam colocar o pé dele no lugar. Depois, mandaram ele pra casa para tentar internação no Mário Covas.”

– Lembrou o manifestante.