Foto: DiárioRP
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O inferno astral vivido pela população de Rio Grande da Serra, quando o assunto é Saúde, ganhou mais um capítulo. Nos últimos dias, a Fundação ABC, responsável por gerir a Saúde de boa parte da Região, encerrou suas atividades na cidade.

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De acordo com a própria Fundação ABC, o motivo foi o acúmulo de uma dívida de quase dois milhões e duzentos mil reais. Em nota, a FUABC disse que exauriu todas as tentativas de acerto com a Prefeitura de RGS, mas após a frustração destas tentativas, viu-se obrigada a suspender as atividades em Rio Grande da Serra e a rescindir o convênio “Programa de Cooperação Técnica e Desenvolvimento Assistencial na Área de Saúde”.

O presidente do Partido dos Trabalhadores, Erick de Paula disse que na sexta-feira que antecedeu a rescisão, o PT reunido, conversava exatamente sobre a situação da Saúde local e de suas precariedades.

“E uma das coisas que falamos foi sobre a Fundação. Um Prefeito que gasta 14 milhões em um prédio, dois milhões em uma calçada, recebe 40 milhões para pavimentar ruas, mas deixa dois milhões de dividas na Saúde, acaba deixando as contas irem para a população, e de uma maneira injusta.”

– Disse Erick.

Ainda segundo o presidente, a trajetória de Maranhão desde que assumiu o comando da Administração da cidade, anunciava uma tragédia, não só na área da Saúde, mas também em outros setores.

“Temos conhecimento de outros contratos atrasados, lixo e merenda são só alguns. A verdade, é que a Saúde nunca foi prioridade na gestão do Maranhão”, comentou o presidente do PT.
Em nota, a Prefeitura informou que “a municipalidade está analisando as medidas cabíveis que serão adotadas, no entanto, a prestação de serviços de atendimento médico a população continua normal”, contrariando o início da nota da FUABC, informando que “o motivo da rescisão é a dívida da Prefeitura com a Fundação do ABC, que já atinge R$ 2.159.512, 98 (dois milhões, cento e cinquenta e nove mil, quinhentos e doze reais e noventa e oito centavos). Apesar dos esforços em manter o serviço, a inadimplência atingiu montante impraticável, que impede que o trabalho continue a ser realizado dentro dos padrões de qualidade”, finaliza a nota.