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Foto: Ygor Andrade/DiárioRP

Há pouco mais de duas semanas o Diário de Ribeirão Pires recebeu uma denúncia anônima a respeito de irregularidades na área da Saúde em RGS. O denunciante, ex-funcionário do setor, disse que desde novembro de 2015 os exames de mamografia e Raio-X não estão operando de maneira adequada e prejudicando munícipes e funcionários.

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Segundo ele, os exames não estão funcionando e a segurança está precária.

“Desde que a Prefeitura deixou de repassar a verba para a Fundação Santo André, a situação começou a piorar. Nós já não estávamos recebendo, queriam parcelar nossos ordenados. Estávamos abandonados, mas não deixávamos de fazer nosso trabalho.”

Disse o ex-funcionário.

Entramos em contato com o dono da empresa a qual prestava serviço para a Secretaria de Saúde, RádioMed; Reinaldo Batista Oliveira, disse que a Prefeitura de repente passou a não cumprir com o contrato e deixou de fazer o pagamento.

“Chegamos ao ponto de ameaçar parar com nosso trabalho; tínhamos contrato até o final de 2016, mas o contrato foi quebrado por falta de pagamento.”

Comentou o proprietário da RádioMed, ressaltando que em dezembro de 2015 ordenou que seus funcionários parassem os serviços.

“Nunca deixei de pagar meus funcionários, eles estão recebendo, infelizmente, de forma parcelada, mas estão todos recebendo seus direitos”.

Detalhou Reinaldo.

Ainda de acordo com o ex-funcionário, a RádioMed nunca deixou de cumprir com suas obrigações para com os funcionários, mas que o problema sempre foi a Administração. Ele comenta também, que, pouco antes do repasse deixar de ser feito, outra empresa fez uma visita às UBSs para “verificar” como funcionava a empresa prestadora de serviços à época.

“Se a Vigilância Civil de RGS fizesse a fiscalização como deveria, todos poderiam ver que os técnicos trabalham sem dosímentro, (aparelho que mede a radiação a qual é exposto o funcionário), trabalham mais de 40h semanais, sendo que o certo seria apenas 24h. Eles estão colocando estagiários para trabalhar aos fins de semana, para não ter que pagar o piso, que aliás eles não pagam nem para os funcionários que estão lá sete dias por semana, o que já é um erro muito grande.”

Disse, ressaltando que radiografias para laudo médico não são feitas há três meses, e que além dos funcionários, os munícipes também correm riscos.

A denúncia ainda afirma que a Secretaria de Saúde foi notificada para realizar as medidas de adequação necessárias, mas que “não moveu um dedo”. Essas adequações, segundo ele, seriam obrigatórias para que, por exemplo, uma sala de radiografia funcione com o mínimo de segurança possível.

“A manutenção da pintura com chumbo não é feita há bastante tempo. O uniforme dos funcionários e para os pacientes não é fornecido de maneira adequada. Tudo isso coloca em risco quem trabalha e quem frequenta o local. É radiação.”

Disse o denunciante, lembrando que “antes eramos sete funcionários, hoje no máximo três ou quatro”.

O Diário RP entrou em contato com a Secretaria de Comunicação de Rio Grande, para obter respostas quanto à estas denúncias. Por telefone, uma funcionária disse que “já havia enviado as solicitações à Secretaria responsável, mas que ainda não recebeu respostas para elaborar a nota oficial”.