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R Stella Bruna Nardelli 70

 

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“Vou ali na Constanta”, “Vou ao Barateiro comprar alguma coisa”, “Fica ali perto da Pumex.” Quem tem parentes que moram em Ribeirão Pires a vida inteira com certeza já ouviu algumas dessas frases.

Provavelmente a reação deve ter sido parecida com: “Onde fica esse lugar?”. Locais assim estão vivos na memória de quem viu Ribeirão Pires de distrito para tornar-se município. Viram a cidade crescer aos poucos. Mas encontrar fotos que retratam a evolução da cidade é muito difícil.

Um fotógrafo começou a resgatar os retratos de Ribeirão Pires que são desconhecidos por muitos. Horácio Alberto Garcia, conhecido por Taguá, fundou a “Confraria dos Caçadores de Imagens de Ribeirão Pires”, que além de memórias da cidade, retrata também a fauna da cidade.

Os registros são separados por décadas. Eventos como a chegada da luz em Ouro Fino, a 1ª Prova de Subida de Montanha pela Estrada Velha de Santos, o Desmonte do Morro Santo Antônio que deu lugar às ruas Felipe Sabbag e Stella Bruna Nardelli, a edição de 1986 da Festa do Pilar e outros acontecimentos estão todos retratados no site www.ribeiraopires.fot.br.

Riba City anos 90

Horácio nasceu na Patagônia, e conheceu Ribeirão Pires na década de 1980 quando veio visitar a chácara de um amigo. As fotos que estão na web foram doadas de acervos pessoais e de álbuns de famílias. Hoje, por conta da crise que assola o país, foi obrigado a se afastar um pouco da cidade, porém, continua trabalhando para manter a história do município.

“Como não consigo andar com minha câmera levantando fotos dos eventos da região, optei por reformar a capa do site e agitar sobre nossa história pelo Facebook através do grupo ‘História e Memória de Ribeirão Pires’ e Região”

Contou.

Nas redes sociais, vários moradores compartilham as fotos e debatem sobre como a cidade mudou no decorrer dos anos. Muitos ainda lembram do que vivenciaram na cidade ao longo dos anos.
Além de retratar a história do município, Taguá também fotografa a fauna da cidade e da região, documentando vários animais que muitos não fazem ideia de que vivem por aqui.

“Fotografo dois espécimes por mês e até hoje não ‘furei’ nenhum mês. Periodicamente ainda publico algumas matérias sobre a história daqui.”

Explicou e brincou por usar gírias “paulistas”.