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Foto: DiárioRP

A Câmara de Ribeirão Pires pode ter irregularidades. A principal delas é a reclamação de alguns assessores quanto a existência de funcionários que comparecem no local apenas para assinar a folha de ponto e não desempenham as atividades.

Além disso, os servidores também reclamam da discrepância entre os salários dos chefes de gabinete e assessores dos Vereadores e do possível acúmulo de salários de funcionários efetivos que ocupam funções comissionadas. A falta de controle de horas por não existência de um relógio de ponto para todos os funcionários é outro alvo de reclamação.

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O Diário de Ribeirão Pires recebeu a denúncia de que Francisco Lucílio do Nascimento, presidente do PMDB de Ribeirão e chefe de gabinete do Vereador José Maria Adriano (PMDB), estaria apenas comparecendo para assinar a folha de ponto.

A reportagem ligou para o gabinete, e segundo um dos assessores de Adriano, Lucílio estava trabalhando na rua.

“Ele esteve aqui pela manhã, mas agora foi trabalhar na rua.”

Disse.

Lucílio foi procurado para comentar o caso, mas não atendeu as ligações no telefone celular.

A junção de salários efetivos para os funcionários concursados que ocupam cargos comissionados é outro ponto que ninguém sabe esclarecer.

“Não sabemos como funciona porque nenhum projeto deixa isso explicado, mas se esse acúmulo de salários acontecer teremos vencimento de até R$ 20 mil aqui na Câmara.”

Disse um funcionário que não quis se identificar.

Cada Vereador tem direito a três assessores, sendo um Chefe de Gabinete, um Assessor de Relações Parlamentares e um Assessor de Relações Internas. A reclamação se dá pela diferença de salários entre as três funções. O Chefe de Gabinete chega a ganhar até quatro vezes mais que o Assessor de Relações Internas.

“Exercemos funções similares e temos uma carga horário maior. Minha reclamação não é para desmerecer a função de chefe, mas sim para buscar uma valorização dos assessores.”

Concluiu.

Outra queixa é em relação a falta de um relógio de ponto para comissionados.

“Os efetivos batem o ponto, mas a gente não tem esse controle. É complicado porque se ficamos mais tempo não temos para quem reclamar.”

Disse outro funcionário.