Presidente da Câmara faz disse que não há razões para abrir investigação. (Foto: Arquivo/DiárioRP)
Presidente da Câmara faz disse que não há razões para abrir investigação. (Foto: Arquivo/DiárioRP)

A Comissão Especial de Inquérito que deveria ser criada para investigar denúncias sobre a saúde em Ribeirão Pires, ao que parece, vai ficar somente para 2016. A aprovação da investigação deveria ter acontecido no dia 9 de novembro, mas por problemas com o advogado que está analisando os fatos, ela foi prorrogada para o dia 23.

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O Vereador Zé Nelson (PTN), em entrevista ao Diário de Ribeirão Pires no dia 9, havia informado que a CEI não deveria passar da sessão que aconteceu nesta segunda-feira (23). “O advogado teve problemas em São Paulo e por isso não pode vir. Mas a CEI deve acontecer até o dia 23, porque no dia 30 nós teremos muitas coisas para votar”, afirmou.

Após a última reunião dos parlamentares ter atrasado por quase duas horas, nada sobre a CEI foi tratado na pauta do dia. Se não for colocada em discussão na próxima sessão, os esclarecimentos sobre as denúncias devem ficar somente para 2016, já que este será o último encontro dos vereadores em 2015.

Um dos principais apoiadores da investigação, o Vereador Gabriel Eid Roncon (PR), quer que seja criada. “Mesmo o Presidente da Câmara falando que faltam provas que justifiquem esta medida, eu acredito no acontecimento dela sim. Tem denúncias, a população quer e temos notícias sobre a situação ruim da saúde na cidade. Nós vamos fazer o que for necessário para que a CEI aconteça”, disse.

A instauração da CEI vem se arrastando ao longos dos meses. O requerimento foi aprovado pela câmara na sessão de 21 de setembro de 2015. Com o passar das semanas, os prazos dados por Zé Nelson não foram cumpridos e sempre foram prorrogados. Até agora, nada aconteceu. Oito vereadores, Rubão (PMDB), Eduardo Nogueira (SD), Renato Foresto (PT), Diva do Posto (PR), Gabriel Roncon (PR), Professor Flávio Gomes (PPS), Silvino Castro (PRB) e Berê do Posto (PMN) querem investigar o que acontece com a saúde da cidade.

Porém, Zé Nelson, como Presidente da Câmara, se esquiva e sempre prega que não há nada de concreto para ser investigado. “Para nós ainda é vazio, não chegou nenhum documento. Nós vamos agir de acordo com o parecer jurídico”, justificou.