Por Rafael Ventura.
Marcos Santos / USP
Marcos Santos / USP

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou, nesta sexta-feira (27), a revisão extraordinária das tarifas das distribuidoras de eletricidade, com aumento nacional médio de 23,4% nas contas de luz. Para usuários de alta tensão, como indústrias, a média do reajuste no país será de 24,2%. Já para a baixa tensão, como residências e comércio, o aumento médio nacional será de 20,1%. As novas tarifas entram em vigor no dia 2 de março.

Para as regiões Norte e Nordeste, o aumento médio será de 5,5%, sendo que os consumidores ligados à alta tensão terão aumento médio de 6,6%, enquanto a baixa tensão terá reajuste médio de 4,8%.

Aqui no Sudeste, acompanhando as regiões Sul e Centro-Oeste, o aumento médio será de 28,7%, sendo 29,3% para a alta tensão e 24,6% para a baixa tensão.

Cada uma das 58 empresas terá seu próprio nível de revisão tarifária. Para a AES Eletropaulo (empresa que administra nossa região), o aumento médio será de 31,9%.

O maior índice de reajuste entre todas as companhias listadas é para a AES Sul, com aumento médio de 39,5%. O menor índice é o da pernambucana Celpe, com apenas 2,2% de aumento médio nas tarifas.

Os cálculos são por por força da cobertura de mais de 22 bilhões de reais referentes à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Desse montante, quase 19 bilhões deverão ser cobrados nas contas de luz de todos os consumidores, o que será mais caro para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul; e mais barato para Nordeste e Norte.

Além disso, outros 3 bilhões são referentes à primeira parcela da devolução da ajuda que o tesouro nacional fez às distribuidoras em meados de 2013, e também deverão ser pagos pelos clientes das empresas.

 

Mais aumento

A revisão extraordinária, que foi aprovada hoje, não substitui os reajustes anuais das tarifas, que continuarão como programado para 2015. Todas as empresas têm direito ao reajuste anual, que contempla as despesas do setor. O aumento extraordinário desta sexta-feira servirá para cobrir gastos referentes ao aumento do preço na geração de energia.

Além disso, os custos com o chamado risco hidrológico e alguns outros gastos serão repassados para as chamadas “Bandeiras Tarifárias”, cujo aumento também já foi aprovado hoje pela ANEEL.