Por Rafael Ventura

 

Marcos Santos / USP Imagens
Marcos Santos / USP Imagens

Alguns moradores da região do Grande ABC podem comemorar. Pelo menos por enquanto, a multa por uso excessivo de água está descartada. Foi o que garantiu o presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, Gabriel Maranhão, durante o primeiro encontro entre os prefeitos do Consórcio, que aconteceu na  última segunda-feira:

“A população economizou, ou seja, é imprudente essa multa porque a maioria está fazendo a sua parte. O principal não é encontrar culpado para penalizar, mas sim conscientizar.”

– disse ele, que também é prefeito de Rio Grande da Serra.

A decisão, porem, só é válida para os municípios que possuem autarquia própria de água. São eles: Santo André, Mauá e São Caetano.

Já São Bernardo do Campo, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra não terão mudanças, já que é a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) que tem autonomia no abastecimento e saneamento básico nessas cidades.

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A população já vem pagando um valor maior do que costumava, pois a Companhia tem cobrado uma sobretaxa na conta para os moradores que aumentarem o consumo de água. A multa vai de 40% a 100%.

Para os prefeitos da região, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) deve esclarecer qual é a tamanho da crise de abastecimento que o estado sofre antes de aplicar as multas solicitadas anteriormente.

Além disso, eles acreditam que a Companhia deve decretar o racionamento para que a situação não se agrave ainda mais:

“Não vamos aplicar outra multa sem que a população tenha ciência da crise, até porque a Sabesp já está multando os consumidores.”

– concluiu Maranhão.