Vítima recebeu mensagem sobre suposta alteração em exame da mãe e, após a visita de um falso motoboy, descobriu duas transações não autorizadas em sua conta bancária.

Foto: Diário de Ribeirão Pires
Uma moradora de 51 anos do bairro Ponte Seca, em Ribeirão Pires, foi vítima de um golpe que resultou em um prejuízo de R$ 5.900. O caso aconteceu no dia 30 de julho, por volta das 11h37, e foi registrado como estelionato.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima recebeu uma mensagem pelo WhatsApp informando que teria sido identificada uma alteração no resultado de um exame médico realizado por sua mãe. O interlocutor afirmou que seria necessária a entrega urgente do laudo e ofereceu o envio de um suposto motoboy até a residência.
Para a entrega, a vítima foi informada de que deveria pagar apenas R$ 10,90 pelo serviço. Como o perfil utilizado na conversa apresentava a identificação visual da instituição de saúde e a vítima já havia tido contato anteriormente com aquele perfil, ela acreditou que se tratava de uma comunicação verdadeira.
Por volta das 11h37, um homem compareceu à residência se passando por motoboy. Ao tentar realizar o pagamento por meio de uma máquina de cartão apresentada pelo suposto entregador, o equipamento teria apresentado falhas e lentidão, impedindo a conclusão da transação.
O homem afirmou que faria outra entrega nas proximidades e retornaria posteriormente. Ele também teria dito que, caso a outra cliente enfrentasse o mesmo problema, voltaria para substituir a máquina.
O suposto motoboy, porém, não retornou e o laudo do exame também não foi entregue.
Posteriormente, ao realizar o pagamento de outra conta, a vítima percebeu que sua conta bancária estava com saldo negativo. Ao consultar o extrato, identificou duas transações que não reconhecia, nos valores de R$ 5 mil e R$ 900, totalizando R$ 5.900.
A vítima informou à polícia que não realizou nem autorizou as operações e procurou imediatamente a instituição financeira para contestar as transações.
Ainda segundo o registro, a mulher suspeita que os criminosos possam ter obtido informações sobre o exame realizado por sua mãe, já que o procedimento era de conhecimento restrito à paciente e à própria vítima.
O caso será investigado pela Polícia Civil.




