Moradores de RGS registram aparição de jaguatirica no bairro Santa Tereza

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Animal foi inicialmente confundido com um filhote de onça, mas especialistas confirmaram tratar-se de uma jaguatirica, espécie nativa da região.

Foto: Reprodução

Moradores do bairro Santa Tereza, em Rio Grande da Serra, registraram a presença de uma jaguatirica nesta semana. O animal chamou a atenção da vizinhança e, em um primeiro momento, alguns moradores acreditaram se tratar de um filhote de onça.

No entanto, após análise das imagens, o subsecretário de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal de Ribeirão Pires, Marcus Leap, confirmou ao jornal que o animal é uma jaguatirica, espécie silvestre que ocorre naturalmente na região e em áreas de Mata Atlântica.

Segundo o subsecretário, o exemplar observado aparenta ser um animal adulto, saudável e sem sinais de ferimentos. Ele explicou que a presença da espécie em áreas próximas a fragmentos de mata não é incomum e não representa motivo de preocupação para a população.

“A jaguatirica é um animal nativo da nossa região. Trata-se de uma espécie solitária, territorialista e que normalmente evita o contato com seres humanos. Pelo que foi possível observar, o animal aparenta estar saudável e seguindo seu comportamento natural”, explicou.

Marcus Leap destacou ainda que o comportamento de enterrar presas, citado por alguns moradores, não é considerado comum para a espécie. As jaguatiricas costumam marcar território por meio de arranhões em árvores, urina e fezes, utilizando esses sinais para afastar outros indivíduos da mesma espécie.

Comportamento da jaguatirica

A jaguatirica é um felino de médio porte encontrado em diversas regiões do Brasil. Possui hábitos predominantemente noturnos e alimenta-se de pequenos mamíferos, aves, répteis e roedores.

Entre suas principais características estão:

  • Vive sozinha, encontrando outros indivíduos apenas no período reprodutivo;
  • É extremamente territorialista;
  • Possui hábitos discretos e evita o contato com pessoas;
  • Tem grande capacidade de adaptação a áreas de mata preservada;
  • Costuma se deslocar principalmente durante a noite e ao amanhecer;
  • Raramente representa risco para seres humanos quando não é acuada ou provocada.

O subsecretário orienta que, em casos de encontros com animais silvestres, a população mantenha distância e evite qualquer tentativa de captura, alimentação ou perseguição.

Caso o animal esteja ferido, preso em área urbana ou apresente risco à população, a recomendação é acionar os órgãos competentes para que o resgate seja realizado por equipes especializadas.

A aparição da jaguatirica reforça a importância da preservação das áreas verdes e da biodiversidade existentes em Rio Grande da Serra, município que abriga importantes remanescentes de Mata Atlântica.