Discussão opõe desenvolvimento urbano e preservação ambiental; vereadora cobra transparência sobre compensações após supressão de vegetação na Valdírio Prisco.

Foto: Diário de Ribeirão Pires
A sessão ordinária da Câmara de Vereadores desta quinta-feira (7) foi marcada por um intenso debate sobre o impacto ambiental das obras públicas em Ribeirão Pires. O foco da discussão foi o requerimento da vereadora Fernanda Henrique (PT), que cobra explicações da Prefeitura sobre o corte e a poda de árvores na Avenida Valdírio Prisco, realizados em função da construção do Viaduto Estaiado, nas proximidades do Centro Cultural Ayrton Senna.
Durante o debate, o vereador Edmar Aerocar (PSD), tecnólogo em Gestão Ambiental, defendeu que a supressão de vegetação é, por vezes, inevitável para o progresso da cidade. Ele citou exemplos como as obras da USF Jardim Serrano e do Hospital e Maternidade São Lucas. “Chega para aquele povo e pergunta o que foi melhor: a unidade ou as árvores que tínhamos ali”, declarou o parlamentar, afirmando que o crescimento do município impõe esse tipo de situação.
Em contrapartida, Fernanda Henrique ressaltou que o questionamento não é contra o desenvolvimento, mas sim sobre a falta de planejamento e transparência. A parlamentar criticou a ausência de informações claras sobre onde e como as compensações ambientais estão sendo realizadas, citando o caso específico da ponte estaiada. “Quais são as compensações dessas principais árvores que foram suprimidas para que a gente possa conhecer e saber: será que valeu a pena?”, indagou. No plenário, também surgiram críticas à prática de utilizar vasos de plantas espalhados pela cidade como forma de compensação ambiental.
O requerimento aprovado exige que o Executivo detalhe os motivos técnicos das intervenções, a quantidade e as espécies de árvores atingidas, além de apresentar laudos, autorizações ambientais e o plano de replantio previsto em lei.


