“Não temos maca para o seu peso”: Médica é denunciada por humilhar grávida na Maternidade São Lucas

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Vítima de 29 anos relata ter sido expulsa de consultório sob alegação de falta de estrutura para seu peso corporal; caso foi registrado como injúria e omissão.

Foto: Divulgação/PMETRP

Uma gestante de 29 anos registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Ribeirão Pires contra uma médica ginecologista após ser alvo de frases ofensivas e ter atendimento negado em uma unidade de saúde de Ribeirão Pires. A vítima, que está no quinto mês de gravidez e buscava avaliação após uma queda, relatou ter sido humilhada pela profissional sob a alegação de que não haveria estrutura para atender seu peso corporal.

O caso ocorreu na manhã da última terça-feira (31/03). A paciente, que realiza pré-natal no CAESMI, buscava atendimento urgente após sofrer uma queda em sua residência no domingo anterior. Após passar por triagem e realizar um exame de ultrassonografia na Maternidade São Lucas, a mulher foi encaminhada para uma consulta ginecológica de avaliação.

De acordo com o relato da vítima à polícia, ao entrar no consultório, foi recebida com hostilidade pela médica de plantão. Ao explicar que precisava avaliar a saúde do bebê devido ao acidente doméstico, a profissional teria afirmado que a paciente não deveria estar ali e que a unidade “não dispunha de maca adequada para o peso da vítima”. Mesmo diante da tentativa de uma enfermeira em intervir a favor da paciente, a médica teria mantido a postura, alegando que “atuava há 24 anos na profissão e sabia o que estava dizendo”.

Expulsa do consultório, a gestante — que possui histórico de abortos anteriores e estava em estado de choque — procurou a ouvidoria da unidade. No local, recebeu a informação informal de que aquela não seria a primeira queixa contra a conduta da referida profissional.

Abalada, a mulher precisou se deslocar até o Hospital Nardini, em Mauá, onde finalmente teve o exame analisado. Apesar do susto e do atendimento negado inicialmente, os médicos confirmaram que o feto está em boas condições de saúde. A vítima foi orientada pela equipe hospitalar de Mauá a registrar o caso na delegacia para que as medidas cabíveis sejam tomadas. Ela tem agora o prazo de seis meses para representar criminalmente contra a médica pelas ofensas sofridas.