Sem interessados, projeto de ocupação comercial de vagão da CPTM é suspenso em Ribeirão Pires

Foto: Divulgação/PMETRP
O ambicioso projeto da Prefeitura de Ribeirão Pires para transformar um antigo vagão da CPTM em um polo comercial e turístico sofreu um revés. O concurso lançado pelo prefeito Guto Volpi em outubro do ano passado, que visava selecionar o melhor projeto para a implantação de café, restaurante ou loja no local, foi oficialmente suspenso após o encerramento do prazo de inscrições em 8 de janeiro de 2026 sem que nenhum comerciante apresentasse propostas.
A iniciativa previa a ocupação do vagão localizado na área pública da pista de skate. O edital buscava propostas criativas para a administração e operação comercial do espaço, mas a sessão pública agendada para o início do ano não pôde ser realizada devido à ausência de envelopes de inscrição. De acordo com informações do portal da transparência do município, o processo encontra-se atualmente em status de suspensão, acesse https://www.ribeiraopires.sp.gov.br/portal/editais/0/1/2723/
Investimento e críticas
A chegada do vagão à cidade foi cercada de polêmicas. Embora o equipamento tenha sido doado pela CPTM, a operação de transporte e logística até Ribeirão Pires gerou custos aos cofres públicos, o que motivou críticas de moradores sobre as prioridades da gestão municipal frente a outras demandas da cidade.
Para marcar o lançamento do projeto, o vagão recebeu uma pintura artística da grafiteira Agatha de Faveri durante um evento festivo no local. No entanto, sem vigilância ou uso comercial ativo, a obra de arte já foi danificada por pichações, intensificando as reclamações da população sobre o estado de abandono do equipamento.
Futuro incerto
A proposta de revitalização da área através do comércio no vagão pretendia fomentar o turismo e o lazer local, mas o desinteresse do setor privado levanta questionamentos sobre a viabilidade econômica do modelo proposto pela administração. Até o momento, a prefeitura não anunciou se haverá uma nova abertura de edital com termos flexibilizados ou se o vagão receberá uma destinação alternativa, como um centro cultural ou de atendimento público.
Enquanto a definição não vem, o vagão permanece como um monumento estático na região central da cidade, aguardando uma solução que justifique os investimentos realizados em seu deslocamento e manutenção inicial.


